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Mostrando postagens de 2013

O exemplo uruguaio - 2013

MARIO VARGAS LLOSA - O Estado de S.Paulo Foi muito feliz a revista The Economist ao declarar o Uruguai "o país do ano" e qualificar como admiráveis as duas reformas liberais mais radicais tomadas em 2013 pelo governo do presidente José Mujica: o casamento gay e a legalização e regulamentação da produção, venda e consumo de maconha. É extraordinário que ambas as medidas, inspiradas na cultura da liberdade, tenham sido adotadas pelo governo de um movimento que, originalmente, não acreditava na democracia, mas na revolução marxista-leninista e no modelo cubano de autoritarismo vertical e de partido único. Desde que subiu ao poder, o presidente Mujica, que em sua juventude foi um guerrilheiro tupamaro, assaltou bancos e passou muitos anos na cadeia, onde foi torturado durante a ditadura militar, tem respeitado escrupulosamente as instituições democráticas - a liberdade da imprensa, a independência dos poderes, a coexistência de partidos políticos e eleições livres - ass

Terapia usa literatura para tratar males da mente e da alma

“O psiquiatra identifica qual doença aflige o paciente e prescreve o livro específico para o tratamento. Com a receita em mãos, o doente vai até a biblioteca mais próxima e pega emprestada a obra sugerida”. Parece ficção, mas é a Biblioterapia, uma prática adotada este ano pelo governo da Inglaterra como política pública de saúde. Acorda Brasil! A técnica começou a ser difundida em larga escala na terra da rainha pela  Reading Agency  (Agência de Leitura), entidade responsável por mostrar os benefícios terapêuticos da biblioterapia. E até mesmo universidades como a de Sussex, através de pesquisas, já comprovaram a eficácia das palavras como bálsamo curativo. A biblioterapia vem sendo usada para tratar depressão, crises de ansiedade, bulimia e uma série de outros transtornos, somando 17 males da mente e da alma para o qual o livro certo tem a solução. Ou ao menos, é um coadjuvante valioso no tratamento. De livros técnicos que explicam em linguagem simples ao paciente o

Desenhos e rascunhos de Guillermo Del Toro são reunidos em livro

O mexicano Guillermo Del Toro , de pérolas como O Labirinto do Fauno e do celebrado Hellboy, é também exímio desenhista.  E esse outro lado do diretor, roteirista e produtor será conhecido do público mundial a partir de 29 de outubro, quando chega ao mercado internacional o livro Gillhermo Del Toro Cabinet of Curiosities: My Notebooks, Collections, And Other Obsessions (Guillermo Del Toro Gabinete de Curiosidades: Meus Cadernos, Coleções e Outras Obsessões, em tradução livre).  Sem previsão de ser lançado no Brasil, o volume reúne rascunhos que dão ideia aos fãs dos filmes de Del Toro da riqueza do mundo imaginativo do diretor. Veja algumas páginas e a capa da publicação:  Reprodução do site :  http://literatura.atarde.uol.com.br/

Navegar é preciso, viver não é preciso

  No mundo das letras, sabemos que o processo criativo nem sempre se encerra na mente geniosa de um escritor capaz de gerar um mundo completamente isento da realidade que o cerca. Cada vez mais, estudiosos vem detectando que vários romances, contos, poemas e canções se mostram ricamente contaminados pelos valores de seu tempo. Em alguns casos, ainda é possível ver que o processo criativo também abraça referências históricas bastante remotas em relação ao tempo em que vive o autor. Ao falarmos que “navegar é preciso, viver não é preciso”, alguns logo citam a genialidade do escritor português, Fernando Pessoa. Indo um pouco mais adiante sobre o estudo dessa frase, aponta este que, o poeta ao mesmo tempo em que lançava uma sentença sobre a condição do homem, dialogava ricamente com a tradição histórica dos portugueses na exploração dos mares. Contudo, devemos saber que essa interpretação está longe de remontar as origens da afamada frase. No século I a.C

A Carne de Elza Soares

Um dia desses, voltando para casa, acabei sintonizando uma rádio que me pareceu ainda estar em  testes -  Rádio Brasil Atual  . Eles tocavam  Elza Soares. Fica aqui minha homenagem ...

Como seria a vida evoluída em outros planetas do Sistema Solar

Como imaginado em 1940! Desde que nos demos conta de que vivemos em um planeta que orbita uma estrela comum e que essa estrela é só uma entre bilhões de outras estrelas na nossa galáxia e que a nossa própria galáxia é só mais uma entre bilhões e bilhões de outras galáxias, imaginamos como a vida teria se desenvolvido em outros planetas. Em 1940, quando a ciência astronômica e nossos telescópios eram bem menos desenvolvidos, o ilustrador Frank Rudolph Paul à luz das ideias de escritores de ficção científica como Ray Bradbury, Forrest Ackerman e Arthur Clarke, deu asas à sua imaginação para "bolar" como seriam os seres viventes de outros planetas e luas do nosso próprio Sistema Solar. Seriam ameaçadores ou pacíficos?  Robôs ou criaturas orgânicas? Evoluídos ou primitivos? Como seria o seu meio ambiente nativo e como o homem reagiria ao encontrar tais seres? Através da sua vibrante e colorida arte, Frank R. Paul tentou responder à algumas destas questões. Tomei a liberdade de ad

Editora sob demanda: a maldição literária.

Por Ghost Writer. Hoje venho realizar uma triste tarefa, que eu esperava jamais ter que fazê-la. Só quero esclarecer que o faço, não por ser recalcado, como muitos deduzirão, mas sim para alertar escritores iniciantes para que não caiam na mesma cilada que eu. Essa cilada chama-se “Editoras sob demanda”, uma em especial que foi a que me ludibriou, mas por conhecer muito bem a índole do editor não revelarei o nome, e chamarei aqui de “Editora X”e acredito que quem é “do meio” saberá de qual se trata mesmo sem que eu revele o nome. Deixe-me contar como tudo começou: cena comum, terminei meu livro e como muitos autores sonhadores, comecei a buscar uma editora que se interessasse pelo meu trabalho. Encontrei algumas que ofereciam oportunidades para anônimos como eu, dentre elas a “Editora X” e enviei meu original. Em pouquíssimo tempo o editor chefe me procurou, dizendo maravilhas do meu livro e me oferecendo uma oportunidade. Era tudo o que precisava ouvir, é tudo o que todo auto

Ler sempre, mas com método

“Exercício de vontade. – Ler com método, tomando notas e pondo em ordem, por escrito, as impressões. Escrever, escrever sempre, todos os dias, escrever mesmo banalidades, não para publicar, mas como quem pratica um ofício, com a finalidade de pesquisar os processos da forma. Muitos dos nossos estudos e leituras são mal aproveitados por falta de método. Voltar a ler certos autores fundamentais como Bergson e Proust, com o lápis na mão e o caderno nas pernas. Dominar a preguiça, sufocar o gosto das evasões para livros mais agradáveis porque mais fáceis; não deixar-se vencer pelo simples prazer da leitura como um diletante.” São os sábios conselhos de Álvaro Lins, em  Álvaro Lins – sobre crítica e críticos (org. de Eduardo Cesar Maia)