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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

" Amo o Carnaval ! " por Leandro Karnal

Só danço para acasalamento e, ainda assim, de forma pouco graciosa. Isso ajuda a explicar a escassez de acasalamentos recentes. Só bebo vinho tinto e minha resistência limita-se a duas taças. Tenho dificuldades em me alcoolizar. Uma noitada em claro hoje, para mim, é um sofrimento. A farra estraga o dia seguinte, o corpo se ressente, a mente fica turvada. Amo o carnaval. Contradição? As estradas lotam. Os hotéis inflacionam suas tarifas. Locais paradisíacos ficam mais próximos do inferno com uma multidão de foliões. Uma vez, na mágica Olinda, um guia me disse que as casas alugadas no carnaval eram tomadas por blocos ao amanhecer. Os invasores despertavam foliões que tivessem ousado dormir. Eu pensei: “E alguém paga para isso?”. Amo o carnaval.  A televisão mostra desfiles intermináveis. O impacto visual é grandioso. Os corpos são perfeitos, o samba toca com o ritmo das batidas cardíacas e a criatividade é intensa. Porém, para um não especialista como eu, há uma semelhança no

Resenha de Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas, blog Loucura por leituras.

Resenha: Manhã de sol florida, cheia de coisas maravilhosas POSTADO POR:  LETHYCIA DIAS "Montevidéu, outono de 1977. O uruguaio Miguel Martinez consegue realizar, ainda que tardiamente, o sonho de menino - o de conhecer o Rio de Janeiro. Contudo, não poderia imaginar o quão sem graça poderia ser viver na cidade maravilhosa, até encontrar Ana Clara Pernambuco - repórter do Diário de Notícias e responsável pela ONG Babilônia Azul, numa das maiores favelas cariocas. Morando num país periférico, belo e exótico, porém esquecido e marginalizado pela ditadura militar dos anos 70, Ana Clara o envolverá numa arriscada investigação sobre a indústria de bebidas." Autor:  Alécio Faria Gênero:  Drama Número de páginas:  160 Data de publicação:  2016 Informações adicionais: livro lido em versão digital. Compre  aqui . Aventura embalada ao ritmo de Tim Maia Miguel Martinez sempre sonhou em conhecer o Rio de Janeiro. Como é comum acontecer com estrang

Porque hoje é sábado, mais um poema do Maestro Mario Benedetti : " Artigas "

Se las arregló para ser contemporáneo de quienes nacieron medio siglo después de su muerte creó una justicia natural para negros zambos indios y criollos pobres tuvo pupila suficiente como para meterse en camisa de once varas y cojones como para no echarle la culpa a los otros así y todo pudo articularnos un destino inventó el éxodo esa última y seca prerrogativa del albedrío tres años antes que naciera marx y ciento cincuenta antes de que roñosos diputados la convirtieran en otro expediente demorado borroneó una reforma agraria que aún no ha conseguido el homenaje catastral lo abandonaron lo jodieron lo etiquetaron pero no fue por eso que se quedó para siempre en tierra extraña por algo nadie quiere hurgar en su silencio de viejo firme no fue tosco como lavalleja ni despótico como oribe ni astuto como rivera fue sencillamente un tipo que caminó delante de su gente fue un profeta certero que no hizo públicas sus profecías pero se amargó profundamente con ellas acaso imaginó a lo

..." una misma consciencia social. " por Mario Benedetti

― El autor no sale a la búsqueda de cualquier lector, sino a la búsqueda de sus cómplices, o sea de sus iguales, de sus pares […] La complicidad de dos individualismos nunca puede llegar a una integración tan duradera como la solidaridad de dos participantes que comparten una misma consciencia social.                                                             Mario Benedetti (BENEDETTI, 1977, p. 103)

Crônicas do Cotidiano - Seja a mudança que você quer ver no mundo.

Ontem, enquanto aguardava minha namorada sair do salão de beleza, duas garotas conversavam em meio a secadores, revistas de fofocas e manicures, sobre o que elas gostariam de fazer para melhorar o mundo. Pensei “Opa! Tá aí uma conversa que eu pagaria para ouvir”. E pelo jeito não fui o único, já que a manicure que fazia os pés de uma senhora ao meu lado, levantou uma das sobrancelhas.   Peguei-me pensando - o que será que essas gurias teriam em mente? - Ajuda humanitária na África, participar de projeto social no Nordeste ou quem sabe algum trabalho voluntário em asilo para idosos? Infelizmente, eu nunca saberei... Logo minha namorada apareceu, e com ela ficaram meus pensamentos, enquanto deixávamos o salão.       No dia seguinte levantei, tomei meu café, peguei minha bicicleta e saí para dar uma volta pela cidade. Pouquíssimos eram aqueles que se aventuram no domingo, a sair tão cedo. Com as ruas ainda desertas, pude pedalar com toda tranqüilidade do mundo, sem ser incomod

Bandoneón por Mario Benedetti ( Poema )

Aníbal Carmelo Troilo ( Pichuco ) me jode confesarlo pero la vida es también un bandoneón hay quien sostiene que lo toca dios pero yo estoy seguro que es troilo ya que dios apenas toca el arpa y mal fuere quien fuere lo cierto es que nos estira en un solo ademán purísimo y luego nos reduce de a poco a casi nada y claro nos arranca confesiones quejas que son clamores vértebras de alegría esperanzas que vuelven como los hijos pródigos y sobre todo como los estribillos me jode confesarlo porque lo cierto es que hoy en día pocos quieren ser tango la natural tendencia es a ser rumba o mambo o chachachá o merengue o bolero o tal vez casino en último caso valsecito o milonga pasodoble jamás pero cuando dios o pichuco o quien sea toma entre sus manos la vida bandoneón y le sugiere que llore o regocije uno siente el tremendo decoro de ser tango y se deja cantar y ni se acuerda que allá espera el estuche. fin