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Amor propio, de Mario Benedetti

Te libero de mí, de Mario Benedetti ( Poema )

Te libero de mí, de mis males,  de mi mal genio, de los domingos  por la tarde en donde nunca puedo más,  del odio a mis cumpleaños,  de no saber cómo hacer  para regalarte algo que no pierdas.  Te libero de mi desengaño,  de tu karma, de mis novedades,  de la contradicción que represento. Te libero de mis llamadas  que te saben a autocompasión,  de mis enredos, de mi cabello suelto, largo, sin peinar.  Te libero de mi consciencia,  del desconcierto a fin de mes,  de la caída, de la llegada,  de mi huida inevitable. Te dejo libre para que me dejes,  para que me veas de lejos  y me quieras, menos. fin

Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo  que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili  que não amava ninguém.  João foi para o Estados Unidos, Teresa para o  convento,  Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,  Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto  Fernandes que não tinha entrado na história. Literatura brasileira completa 30 anos sem um de seus maiores poetas e cronistas.

Si habito...

Mulher interessante, de Nelson Rodrigues.

Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!"                            Nelson Rodrigues

Quien de verdad te extraña...

Ah, o dia dos pais.

Meu avó, meu velho, jovem, e minha avó Neste dia dos pais, não pretendo falar do meu velho, e sim o pai dele. Meu avô. Poderia dizer um milhão de coisas, tudo que vivi e aprendi com ele, ou talvez, ele mesmo pudesse contá-las. Mas a vida é assim. Uns chegam, outros se vão. Fica aqui minha homenagem, na belíssima música do Sérgio Bittencourt, interpretada por Nelson Gonçalves. *** Naquela mesa ele sentava sempre E me dizia sempre o que é viver melhor Naquela mesa ele contava histórias Que hoje na memória eu guardo e sei de cor Naquela mesa ele juntava gente E contava contente o que fez de manhã E nos seus olhos era tanto brilho Que mais que seu filho Eu fiquei seu fã Eu não sabia que doía tanto Uma mesa num canto, uma casa e um jardim Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída não doía assim Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala do seu bandolim Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele tá doendo em mim