18 de outubro de 2012

Viagem Literária - Bate papo com Ignácio de Loyola Brandão




Tivemos a honra, no dia de ontem ( 17.10.12) da presença do ilustríssimo escritor Ignácio de Loyola Brandão, na cidade de Suzano.

Foi um prazer inenarrável ! conhecer mais este escritor, que passei a admirar.


É claro que não podia deixar de pegar meu autógrafo - Livro Zero


Biografia do AUTOR 

Ignacio de Loyola Brandão (Araraquara, 31 de julho de 1936) é um contista, romancista e jornalista brasileiro.

Desde pequeno, Loyola sonhava conquistar o mundo com sua literatura; se não, pelo menos voltar vitorioso para sua cidade natal. Sua carreira começou em 1966 com o lançamento de Depois do Solo, livro de contos no qual o autor já se mostrava um observador curioso da vida na cidade grande, bem como de seus personagens. Trabalhou como editor da Revista Planeta entre 1972 e 1976.

Dono de um "realismo feroz", segundo Antonio Candido, seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, que só o liberou em 1979.

Em 2008, o romance O Menino que Vendia Palavras, publicado pela editora Objetiva, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano.



15 de outubro de 2012

E a Moral , onde fica ?




Conversava recentemente com um amigo e ele relatava sua insatisfação com um profissional que foi formado dentro de sua empresa, vindo do interior. Foram dados a ele treinamento, moradia, oportunidades e, o mais importante, a confiança. Depois de algum tempo, meu amigo descobriu que estava sendo roubado por ele.
Pensei então que estamos sempre envoltos por problemas desse tipo em todos os escalões da sociedade, no pobre e no rico, no interior e na capital... Escândalos de corrupção em todos os poderes, traição, roubos, etc..
Numa sociedade que tem os valores baseados em métricas financeiras, não poderia ser diferente. Medimos a felicidade pelo grau de riqueza, o mais rico é o mais feliz. O sucesso é medido pelo crescimento da conta bancária. Acaba que caímos em um jogo de topa tudo por dinheiro.
Palavras como gratidão, princípios, valores, bondade, virtudes, honra e amor foram simplesmente esquecidas ou, no mínimo, utilizadas com duplo sentido para estimular uma compra ou algo parecido.
O problema é moral! Enquanto os valores forem esses teremos gerações e mais gerações caminhando com esse objetivo: ser rico, ter sucesso... a qualquer preço.
Fico pensando então que as antigas sociedades, tidas inclusive como primitivas (egípcia, indiana, inca), provavelmente fossem muito mais profundas, ligadas ao divino, preenchidas de princípios e valores, do que a nossa sociedade.
Talvez nossa geração (anos 1960, 1970, 1980) não veja mais uma mudança significativa quanto a esse “objetivo” de vida, esse direcionamento, mas precisamos e podemos ser os protagonistas de uma nova sociedade, um novo ciclo há de iniciar. Ensinando a nossos filhos, essa geração do século XXI, novos valores. Resgatando a importância da formação para a vida, despertando as virtudes da bondade, da generosidade e da honra nessas sementes que plantamos. Mostrando a eles que a felicidade está muito mais próxima da paz interior do que do poder ou de métricas financeiras. O dinheiro poderá vir, e até virá, como consequência de um trabalho, mas não como fim.
A nova geração precisa de um maior contato com o que está além das aparências e do egoísmo, para ser reflexo desse plano mais elevado. Exemplos de grandes homens da humanidade como Sócrates, Confúcio, Madre Tereza de Calcutá, Mandela, Jesus Cristo e Luther King precisam ser resgatados, reverenciados e vividos em nosso dia a dia. Somente assim teremos uma nova sociedade, formada por homens de princípios e valores.


7 de outubro de 2012

Documentário Ilha das Flores


Gostaria de compartilhar com vocês , um documentário que me foi indicado, como parte do material de consulta, para minha próxima obra :  FOME





ILHA DAS FLORES

ROTEIRO ORIGINAL
Jorge Furtado, dezembro/1988

produção: Casa de Cinema de Porto Alegre

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FATOS

A Ilha das Flores está localizada à margem esquerda do Rio
Guaíba, a poucos quilômetros de Porto Alegre. Para lá é levada
grande parte do lixo produzido na capital. Este lixo é depositado
num terreno de propriedade de criadores de porcos. Logo que o
lixo é descarregado dos caminhões os empregados separam parte
dele para o consumo dos porcos. Durante este processo começam a
se formar filas de crianças e mulheres do lado de fora da cerca,
a espera da sobra do lixo, que utilizam para alimentação. Como as
filas são muito grandes, os empregados organizam grupos de dez
pessoas que, num tempo estipulado de cinco minutos, podem pegar o
que conseguirem do lixo. Acabado o tempo, este grupo é retirado
do local, dando lugar ao próximo grupo.

O FILME

A idéia do filme é mostrar o absurdo desta situação: seres
humanos que, numa escala de prioridade, se encontram depois dos
porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco
minutos, garantem na sobra do alimento dos porcos sua alimentação
diária. Esta situação absurda será mostrada de uma forma absurda.
O filme será estruturado como um documentário científico, do tipo
"Wild Life". A câmera vai seguir um tomate, desde a sua plantação
até o consumo por uma criança da Ilha das Flores, passando pelo
supermercado e pela casa de uma consumidora. Todas as informações
do texto serão ilustradas, da maneira mais didática possível. A
narração será feita no padrão normal dos documentários, sem
qualquer tom caricato e sem emoções.

INFLUÊNCIAS

As principais influências deste filme são: a arte de
identificação, Kurt Vonnegut Jr., Meu Tio da América, as matérias
da RBS TV enviadas de Tramandaí, a Enciclopédia Conhecer e os
documentários "Wild Life". O público alvo, assim como o do disco
metálico de informações enviadas a Plutão pela NASA, são os seres
extraterrestres, se eles existirem. O texto de narração tem 185
linhas, 183 foram criadas pelo telencéflao altamente desenvolvido
do autor. Duas linhas são de Cecília Meireles.