28 de maio de 2015

Por simpatìa me resigno.



Mesmo sabendo que Onetti levava a vida como homem das cavernas: Tendo passado seus últimos doze anos, recluso em seu apartamento sobre a avenida América em Madri, onde recebia a visita de leitores e jornalistas, sem sair praticamente da cama, lendo, fumando, e tomando whisky... por simpatia me resigno a quem produziu ao documentário  - El Dirigible

Mas não saberia dizer até quando...





Nome : Juan Carlos Onetti Borges

Nascimento : 1 de julho de 1909

Falecimento : 30 de maio de 1994 ( 84 anos)

Nacionalidade : Uruguaia


26 de maio de 2015

Caderno de colorir, é literatura ?




É queridos leitores. A noticia que vos trago, não é das melhores : 11 dos 20 livros mais vendidos no Brasil são livros de colorir para adultos. E não sou eu que estou dizendo. É o Portal Publish News, que nesta semana soltou o levantamento das 12 principais livrarias brasileiras  -  11 a 17 de maio ).

Pasmem ! O livro " O Jardim Secreto " vendeu aproximadamente 750 mil cópias, em seis meses. 


Somente autores já consagrados vendem números tão expressivos, assim. E não é sempre ! O livro têm que ter um bom plano de marketing e contar com muita sorte. E empatia dos leitores. Mas afinal, qual é a explicação para esse boom de vendas " infantil " no mercado editorial ?


A resposta é alarmante. As grandes casas editorias como Cultura e  Record, associam o grande volume de vendas  ao fenômeno da deficiência educacional em nosso país. Isso mesmo que você pensou.Em país de analfabetos... 


Perguntado, um consultor da livraria cultura respondeu : " Antes procuravam por grandes clássicos da literatura, romances, literatura fantástica,  agora querem livros de colorir ". 


Mas caderno de colorir, é literatura ?


Classificados como literatura ou não, eles vendem , e aos milhares. E para as casas editorias, isto é o que IMPORTA !



Imagem do livro " Pinte o Pintinho "- Livro de colorir de Alexandra Moraes, Editora Lote 42


24 de maio de 2015

Corazón Coraza




 Tengo que amarte amor 

 Tengo que amarte

 aunque esta herida duela mas que dos

 aunque te busque y no te encuentre 

 y aunque

 la noche pase y yo te tenga 

 y no. 


 Mario Benedetti 



23 de maio de 2015

Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman




Gritos e Sussurros  de esquema cromático repleto de significados –  um drama intimista quanto uma sensação de terror despertada pela manipulação sádica do primeiro plano. Gritos e Sussurros, mesmo que imune a qualquer definição simplista, é em grande medida o filme de terror de Bergman. Há, de um lado, uma estratégia de desconforto atingindo seu ápice, e, do outro, um controle soturno das composições e uma dramaticidade da cor que são dignas de Mario Bava. Nos seus melhores momentos, a mise en scène de Bergman nesse filme parece deter um segredo que ele se esforça em manter guardado, como um mágico que não revela seus truques, ou como a sabedoria inviolável dos antigos alquimistas. 


Tamanha prestidigitação depende da cegueira parcial da platéia, que não enxerga senão um jogo de aparências, e todo o espaço do filme – espaço sonoro e espaço-fora-da-tela mais do que incluídos – se vê assombrado por fantasmas que cobram sua parcela na ficção. A própria câmera age como um fantasma inquisidor, que espreme as personagens contra a parede até que elas devolvam ao filme uma expressão desejada (medo, vergonha, ódio, desespero).

Bergman é sem dúvida um dos grandes estetas do close-up cinematográfico, e aqui seu teatro de fisionomias adquire uma carga extra de significação: Gritos e Sussurros é uma anatomia de rostos femininos, estudados tanto em sua materialidade quanto em seus investimentos subjetivos. E esses rostos, ao menos para Bergman, são “contos de terror”, daí seu teatro de fisionomias se desdobrar numa performance da crueldade, encenada com marionetes que sofrem de um desespero magoado e, muitas vezes, contido (quando apenas sussurrado). A cena em que Maria (Liv Ullmann) tem seu rosto analisado diante do espelho (identificado à câmera, para a qual ela olha) por seu amante (o médico interpretado por Erland Josephson) é de uma agressividade e um sadismo incríveis: ele associa cada vinco e cada ruga de Maria ou a um defeito dela ou a um percalço vivido. 

As lágrimas, que estão em tanta quantidade no filme, são parte na verdade de um sistema complexo que depende de “uma elaboração feminina do rosto” (cf. Pascal Bonitzer, “O sistema das emoções”, em Le Champ Aveugle) para confrontar ao espectador uma emoção que não o atinge por processos identificatórios, mas antes assume uma incômoda exterioridade. Assistir a Gritos e Sussurros é acima de tudo encarar rostos que respiram contra o nosso. O som do filme destaca cada soluço, cada detalhe da respiração, cada engolir em seco, cada ofegada das personagens, pois elas precisam existir em todas as nuances.



21 de maio de 2015

A pobreza vista do satélite



Trecho do Livro - Fuga no Campo 14 


" Fotografias de satélite da península coreana à noite mostram um buraco negro entre a China e a Coreia do Sul. Não há energia suficiente no país sequer para manter a iluminação de Pyongyang, onde o governo tenta mimar a elite. Em fevereiro de 2008, quando viajei por três dias e duas noites até a capital como integrante de uma grande delegação de jornalistas estrangeiros que cobririam uma apresentação da Filarmônica de Nova York, o governo conseguiu acender as luzes em grande parte da cidade. Quando a orquestra e a imprensa se foram, elas voltaram a se apagar "  ( Livro Fuga no Campo 14 - Blaine Hardem. Pg.96 paragrafo 5)  









18 de maio de 2015

Até sempre, Galeano



sei

     sim eu sei 


              eduardo galeano sei foi


                               13 de abril


                                               todavia suas palavras não 


                                                                estas continuam vivas e ressoando


                                                                                           e para mim cada dia mais 









16 de maio de 2015

Violeta foi para o céu




Em 1917 no coração do Chile, no semi deserto aos pés da Cordilheira dos Andes, nasceu uma flor chamada Violeta Parra.
Considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena, Violeta estava destinada a uma vida de tormentos.
Em 5 de fevereiro de 1967, perdemos Violeta. Talvez o sentimento de impotência diante das mazelas sociais que acometiam o povo, e o término de seu relacionamento amoroso com o músico Gilbert Favre, fez com que numa tarde tirasse sua própria vida na tenda que construiu em La Reina.
Violeta foi para o céu, mas deixou em cada lugar da terra pedaços de sí mesma.
Este filme foi o representante chileno para as categorias de melhor filme estrangeiro no Oscar (Estados Unidos), nos prêmios Ariel (México) e Goya (Espanha).
Baseado no romance homônimo de autoria de Ángel Parra, filho de Violeta.

FESTIVAL DE SUNDANCE
2012
Ganhou
Prêmio do Grande Júri - Cinema Mundial - Drama - Andrès Wood

GOYA
2012
Indicação
Melhor Filme Iberoamericano

FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO DE TOULOUSE
2012
Prêmio do Público

FESTIVAL DE CINEMA IBEROAMERICANO DE HUELVA
2011
Ganhou
Colón de Plata de Melhor Atriz - Francisca Gavilán
Colón de Plata de Melhor Diretor - Andrès Wood

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA EM GUADALAJARA
2012
Ganhou
Melhor Atriz - Francisca Gavilán
Prêmio FIPRESCI.

FESTIVAL DE CINEMA INTERNACIONAL DE MIAMI
2012
Ganhou
Grand Jury Discretionary Prize


Caixa do Correio # 05





1. Fuga do Campo 14 - Blaine Harden I 2. Pedro y el Capitán- Mario Benedetti I
3. Rimbaud por ele mesmo - Rimbaud



ETIQUETA: RIMBAUD



Se vivesse nos dias de hoje, o poeta Jean Nicolas Arthur Rimbaud seria bombardeado pela mídia e perseguido pela opinião pública, tal qual uma Amy Winehouse. Tido por muitos como a “voz do futuro”, Rimbaud destacou-se pela precocidade e pelo estilo visionário de sua poesia. Lembrado pela escrita agressiva e surtada, pela vida boêmia e por seu relacionamento conturbado com o também poeta Paul Verlaine, Rimbaud abandonou a literatura aos dezenove anos, deixando uma obra que, embora pequena, é significativa e original, e acabou por influenciar diversos poetas das gerações posteriores. Se vivesse nos dias de hoje, notícias como esta seriam comuns nos jornais e sites:

Paris – Aos 18 anos, o poeta francês Arthur Rimbaud se recupera de um dos capítulos mais polêmicos de sua trajetória de bebedeiras e escândalos. Há duas semanas, o agitado envolvimento com o poeta Paul Verlaine culminou no disparo de dois tiros, um deles acertando o punho esquerdo de Rimbaud. Conhecido pelos acessos de raiva em público, pelas noitadas intermináveis e pela parceria amorosa e poética, o casal tornou-se o principal assunto dos tablóides e cadernos de fofoca da Europa.

Apesar de avesso a qualquer tipo de meio de comunicação, Rimbaud aceitou receber a reportagem em sua residência, uma casa simples localizada no subúrbio parisiense. Ainda com o punho enfaixado por causa do incidente com Verlaine, Rimbaud sabe muito bem que todos os seus passos são detalhados, analisados e criticados pela mídia de todos os lugares. O poeta divide opiniões. Para uns, trata-se do grande gênio da poesia de nosso tempo, aquele que fora iluminado pelas contradições e desgraças do mundo e agora escreve compulsivamente em busca de uma saída para si e para os outros. Há ainda os que o enxergam como um adolescente inconsequente que falsifica uma inovação literária, e choca apenas por sua rebeldia.

Rimbaud também prefere se manter longe de festas e rodas literárias (na última que participou, escandalizou os franceses ao debochar dos outros escritores presentes). Nos últimos meses, enquanto frequentavam bares e casas noturnas na periferia de Paris, ele e Verlaine eram perseguidos pelos paparazzi e fãs lunáticos. Há algum tempo, os jornais noticiavam que a relação dos dois passava por momentos delicados, marcados por agressões e brigas homéricas.

De frente para a janela, sentado no único sofá de sua sala de estar praticamente deserta, Rimbaud não parece muito disposto a falar sobre Verlaine. Quando toco no assunto, o poeta é direto: “Eu nunca poderei atirar o Amor pela janela.” Apesar de superficial, o ferimento representa o estopim de uma paixão intensa e violenta. Pergunto-lhe se as notícias a seu respeito o incomodam. Surpreendentemente, Rimbaud confessa: “O meu maior medo é que os outros me vejam como eu os vejo. Imaginar o inferno é ser inferno.” A declaração é inesperada, partindo de uma figura que nunca se conteve em criticar a tudo e a todos.

O interesse pela forma pioneira de Rimbaud escrever provoca curiosidade sobre seu processo criativo. Ele garante que externar seus sentimentos de angústia e confusão não é fácil. “Ao princípio, era apenas um exercício. Escrevia silêncios, anotava o inexprimível. Captava vertigens. Depois, explicava os meus sofismas mágicos com a alucinação das palavras!” Rimbaud é o ícone de uma geração de poetas voláteis e perdidos, que cultivam o álcool e a fuga da realidade.

Sem se preocupar em dominar as perdições e insanidades que coloca no papel, Rimbaud escreve sobre a cidade “monstruosa”, a noite sem fim, as ruínas, os esgotos. O poeta é um voyeur da hipocrisia mundana – e muitas vezes é agente das situações que descreve. “Fico à espera de ser um louco muito perigoso. Trair o mundo seria uma tortura demasiado breve.” Após conhecer o revolucionário francês, a impressão é a de que se trata de alguém em estado permanente de incômodo, exilado de si mesmo.

Questiono Rimbaud sobre seus próximos passos. Ele não cita a poesia, tampouco Verlaine. “Nadar, trincar erva, caçar, fumar, fumar muito; beber licores abrasivos como metal fundente – como faziam os nossos queridos antepassados em volta das fogueiras”, é o que planeja fazer o poeta após a recuperação total de seu ferimento. Todos os interessados em suas profecias acompanharão atentamente cada uma dessas ações. Afinal, eles querem descobrir o segredo daquele que deseja “possuir a verdade numa alma e num corpo.”





13 de maio de 2015

Ella que pasa






Paso que pasa
rostro que pasabas
qué más quieres
te miro
después me olvidaré
después y solo
solo y después
seguro que me olvido

Paso que pasas
rostro que pasabas
qué más quieres
te quiero
te quiero sólo dos
o tres minutos
para quererte más
no tengo tiempo.

Paso que pasas
rostro que pasabas
qué más quieres
ay no
ay no me tientes
que si nos tentamos
no nos podremos olvidar
adiós.


Mario Benedetti




12 de maio de 2015

Da série....Mulheres lendo




        Assim abro à série Mulheres lendo...




           E observo que há nelas.


        


        Confesso que me encanta  as mulheres que leem.





        Não precisam estar posando nem nada.



        
         Aliás, podem ser estar bem cobertas por roupas.




        Sabiam que os romances são lidos em 80% por mulheres?




        Vai me dizer que não sabia ? 
 



        E para finalizar....






        Aquele momento glorioso, quando erguem os olhos do livro para nos.


7 de maio de 2015

Crônicas do Cotidiano - Batalha perdida.




Chego ao laboratório por volta do horário do almoço. Fazia calor aquele dia. Minha primeira reação é a de espanto ao ver o local praticamente deserto.

- Homocentro novo!  Responde à prestativa atendente a me ver entrar.

 Converso com ela com toda naturalidade, digo que vim para fazer o exame de doação de medula óssea. Ela acena com a cabeça concordando, e solicita que eu aguarde, enquanto preenche minha ficha.

 - O senhor vai precisar ficar por 30 minutos em repouso.

- O que? Respondo dando mais atenção ao novo ambiente, do que a ela.

- O senhor vai precisar ficar em repouso.

- Tudo bem!  Digo... Já pensando em que parte do livro Perto do Coração Selvagem  da Clarice Lispector, eu pausei minha leitura.

- Mas que droga!  

- Algum problema senhor?

- Esqueci de trazer o livro. – respondo, revirando a mochila.

- Temos algumas revistas, se preferir. 

- Tudo bem... 

- O senhor pode se sentar. Fique à vontade.

Tão logo me sento na poltrona - ampla e confortável, a atendente pega o controle para ligar à TV.

-Pode deixar desligada…

Ela me olha incrédula.

-O senhor não vai querer assistir?

- Não! E me ajeito na poltrona, antes que ela saia.

Preparava-me para fechar os olhos, quando outra atendente entra.

- Boa tarde.

- Boa tarde. - Respondo educadamente.

Não sei como, mas, ela trazia o controle remoto em uma das mãos. Então, eu me antecipo.

- Por favor, não precisa ligar. 

- Nós temos tv à cabo. 

- Não obrigado.

- O senhor gosta de esportes?

- Gosto. Mas não pretendo assistir.

- Quem sabe um filme?

- Não precisa.

Outro olhar de espanto. Só que agora com ar de desaforo.

-Ah não?

- Não!

E ela deixa o recinto, como se fosse uma criança contrariada.

Passei a meia hora seguinte num ambiente agradável, ar condicionado na temperatura ideal e, como tive a sorte de ser o único na sala, pude cochilar sem o tormento da TV e das funcionárias do laboratório querendo ligá-la.

Mas não me iludo... Essa é uma batalha perdida!


5 de maio de 2015

Maestro Mario Benedetti




Mario Benedetti (1920-2009)


Mais de 80 livros formam a bibliografia de Mario Benedetti, o principal embaixador da literatura uruguaia no mundo, traduzido em mais de 20 idiomas. Nascido em Paso de los Toros (Tacuarembó) em 1920, ainda que desde a infância tenha vivido em Montevidéu. Buenos Aires, Havana e Madrid também foram suas cidades de residência durante o exílio político na ditadura dos anos setenta.

Mario Benedetti se iniciou nas " letras ", na redação do semanário Marcha, onde atuou de 1945 a 1974. Ele também foi um crítico literário nas publicações Marginalia, Número e La Mañana. Sua obra literária cultivou todos os gêneros: conto, romance, poesia, ensaios, drama. Seu primeiro volume de contos foi Esta mañana y otros cuentos (1949), que se seguiram com  Montevideanos (1959), Con y sin nostalgia (1977), Geografías (1984) y Despistes y franquezas (1989  tendo  seus trabalhos mais representativos em contos.

Seu primeiro romance foi Quem de nosotros (1953), mas o reconhecimento internacional veio com A Trégua (1960), o que resultou em uma versão cinematográfica em 1974, indicado para o Oscar como melhor filme estrangeiro. Gracias por el fuego (1965), El cumpleaños de Juan Ángel (1971), Primavera con una esquina rota (1982), La borra del café (1992) y Andamios (1996)  completam seus romances, todas as obras de grande sucesso.

Sua obra poética é reunida em mais de trinta volumes, onde se destacam Cotidianas, Poemas de otros, Viento del exilio y Las soledades de Babel. O mais significativo de sua poesia se compila no Inventario Uno (1963), Inventario Dos (1994) e Inventario Tres (2003), livros mais que recomendados para acercar-se da vasta criação do autor. O retrato diária de Montevideo, o exílio e o compromisso com o próximo são algumas das questões abordadas em sua literatura .Tradução livre - Alécio Faria 


Minha Coleção de Contos, Romances, Poesias... 






 " Cinco minutos bastam para soñar toda una vida, así de relativo es el tiempo "    Mario Benedetti






2 de maio de 2015

Hannah Arendt - O filme





"Hannah Arendt" devia ser um filme de visionamento obrigatório nas escolas (disciplinas de filosofia, política e história). Para além do filme de Margarethe Von Trotta ser um objecto cinematográfico de grande interesse, é também uma obra que dá vazão ao debate de ideias sobre o Holocausto, o extermínio dos Judeus e, em particular, sobre o julgamento de Adolf Eichmann.

Hannah Arendt foi uma pensadora e filósofa de relevo da segunda metade do século XX, discípula de Heidegger e autora do livro "As Origens do Totalitarismo". Apesar de judia, Hannah demonstrou uma visão independente no julgamento (em 1961) de Adolf Eichmann, considerado um dos principais responsáveis pela "máquina de extermínio nazi". 

Com uma interpretação superior e imaculada da atriz Barbara Sukowa (outrora musa de Fassbinder e Lars Von Trier), "Hannah Arendt" é um filme de uma grande contenção dramática e que abre múltiplos campos de discussão ideológica e até filosófica: será que, como Arendt defendia, Eichmann era apenas um "burocrata que não pensava e se limitava a cumprir ordens superiores" (que levaria ao conceito de "Banalidade do Mal" desenvolvido por Arendt), ou este oficial Nazi era um carrasco monstruoso sem escrúpulos e com consciência total dos seus abomináveis atos?

Hannah Arendt acompanhou o julgamento em Israel e escreveu o que pensava para a revista The New Yorker. Não sem feroz polêmica nos meios acadêmicos e culturais ligados à questão judaica.

Belo filme que motiva nos espectadores uma coisa que poucos filmes conseguem: fazer pensar e debater ideias.

  Site do Centro de Estudos em SP.  http://www.hannaharendt.org.br/