27 de abril de 2015

23 de abril de 2015

Por uma imagem " llena " de significados por Mario Benedetti





Sirena




Tengo la convicción de que no existes
y sin embargo te oigo cada noche
te invento a veces con mi vanidad
o mi desolación o mi modorra
del infinito mar viene su asombro
lo escucho como un salmo y pese a todo
tan convencido estoy de que no existes
que te aguardo en mi sueño para luego.

fin



21 de abril de 2015

Casa arrumada é assim, por Carlos Drummond de Andrade







Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.
Carlos Drummond de Andrade



Caixa do Correio # 04







1. Box A Revolta de Atlas- Ayn Rand I 2. El Césped y Otros Relatos - Mario Benedetti I   3. Andamios Mario Benedetti



                                        ETIQUETA: AYN RAND


Ayn_rand
Ayn Rand, conhecida principalmente por seus romances filosóficos The Fountainhead (publicado em português com o título A nascente) e Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas), fez mais do que qualquer outra pessoa para desenvolver um argumento moral convincente a favor do individualismo, da liberdade, e do livre mercado, e conquistou milhões de pessoas com a filosofia dos direitos naturais, que havia saído de moda mais de um século antes. Ela construiu uma visão ética, econômica e política coerente. Em uma pesquisa feita pela biblioteca do Congresso americano e o Book-of-the-Month Club (empresa de venda de livros por correspondência), A Revolta de Atlas foi escolhido o segundo livro que mais influenciou a vida das pessoas, perdendo apenas para a Bíblia. Rand escreveu muito mais – ficção e não-ficção. Aproximadamente 20 milhões de cópias de seus livros já foram vendidas, e novas coleções de suas obras e livros sobre ela continuam a ser lançados.
Nascida na Rússia, Rand falava inglês com um sotaque forte e não parecia totalmente à vontade sendo o centro das atenções, mas aproveitou ao máximo a fama. Apareceu na televisão com entrevistadores famosos como Mike Wallace e Phil Donahue, e a revista Playboy publicou uma entrevista com ela.
Rand explicava as coisas com uma clareza fora do comum. Escreveu, por exemplo: “Qual é o princípio básico, essencial, crucial, que diferencia a liberdade da escravidão? É o princípio da ação voluntária versus a coerção física ou por ameaças... A questão não é a escravidão por uma ‘boa’ causa versus a escravidão por uma causa ‘ruim’; a questão não é a ditadura de uma gangue ‘boa’ contra a ditadura de uma gangue ‘má’. A questão é liberdade versus ditadura... Se defendemos a liberdade, devemos defender os direitos individuais do homem; se defendemos os direitos individuais do homem, devemos defender seu direito à sua própria vida, à sua própria liberdade, e à busca de sua própria felicidade... Sem direitos de propriedade, nenhum outro direito é possível. Uma vez que o homem precisa sustentar sua vida através de seu próprio trabalho, o homem que não tem direito ao produto de seu trabalho não tem meios de sustentar sua vida.” E ela discordava dos defensores da liberdade que esperavam ganhar influência apenas com a economia de mercado: “A maioria das pessoas sabe, de uma forma vaga e incômoda, que há algo de errado com a teoria econômica marxista... A raiz da tragédia moderna é filosófica e moral. As pessoas não estão aderindo ao coletivismo porque aceitaram a má teoria econômica, elas estão aceitando a má teoria econômica porque aderiram ao coletivismo.”

13 de abril de 2015

Morreu Eduardo Galeano



Com muita tristeza, digo que morreu Eduardo Galeano. 

Morreu em Montevidéu, no Uruguai, aos 74 anos, o escritor uruguaio Eduardo Galeano. Ele estava internado desde sexta-feira (10) por conta de complicações de um câncer de pulmão que ele havia combatido em 2007.

Autor de “As veias abertas da América Latina”, no qual denuncia a opressão em todo o continente, Galeano era jornalista, ensaísta, historiador e ficcionista. 

Vítima da ditadura militar no Uruguai, em 1973, viveu na Argentina por três anos até que, em 1976, virou perseguido pelo regime instaurado na Argentina. Por conta disso, viveu por quase vinte anos na Espanha, até 1985, quando regressou ao Uruguai.


Vai chegando ao fim a geração de 55 ( Descendentes de 45 / Mario Benedetti e Juan Carlos Onetti)

Aqui, fica minha homenagem, num video gravado por Galeano, contando um causo do Amigo Benedetti.




9 de abril de 2015

Rir por Rir




                                                                           

Hoje, seguirei o conselho do escritor Mario Benedetti, vou defender a alegria. Mudar meu humor, meu motivo de sorrir. Basta de drama! O cenário é certo. Estamos cansados ​​de chorar, de observar à realidade sob um clima obscuro, nublado, sem sol. Hoje seremos irônicos, o que você acha?

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Pela manhã, ouvindo ao noticiário, me fez pensar nesta possibilidade; Defender a alegria do dever de rir, mesmo que para isso, seja preciso defende-la de si mesmo.

Tenho a firme intenção de fazer você rir! Não sei se vou conseguir, se vou me fazer entender, nem quanto tempo persistirei nesta minha nobre intenção. Afinal, de boas intenções o inferno está cheio. 

                                                               
                                              Alécio Faria


3 de abril de 2015