6 de dezembro de 2012

A diferença entre baixa cultura e alta cultura



O que é Alta cultura ? ( High Brow )

Alta cultura é um termo que designa uma produção artística e intelectual que reuniria o melhor do que a humanidade já pensou ou criou no campo das artes
.Alta Cultura é conhecimento do mínimo e do máximo, a miscigenação entre reconhecer valores autênticos e os surreais. Acreditar que a arte está no olhar e no tato, aroma, paladar, som. Alta Cultura é uma fusão de estilos, atitudes com uma proposta multicultural e sofisticada.
Esta visão, entretanto, é criticada em profundidade por exemplo na obra do filósofo Theodor Adomo  Segundo este pensador a massificação de produtos culturais que dispensam um nível maior de educação para sua apreensão é um movimento próprio da industria cultural a serviço do consumismo, contribuindo para a passividade e a mediocrização intelectual, ainda que muitas vezes sob uma roupagem de multiculturalismo e sofisticação.
Cumpre assinalar que historicamente o termo alta cultura vem sendo empregado para designar os produtos do espírito humano que requerem um mínimo de instrução e apuro intelectual para seu mais pleno proveito cognitivo e estético, ainda que certas tendências ideológicas em voga pretendam negar este uso tradicional da expressão por qualificarem-na de elitista, conservadora e reacionária.



Como defini-las ? Afinal quem é o que é quem ?

Parece brincadeira, mas as confusões entre baixa cultura, ou low brow, e alta cultura, ou high brow, podem ser maiores que imagina nossa vã filosofia. Partindo para uma definição como Zico partia para o gol, estabeleçamos que alta cultura engloba todos os produtos artísticos que disseram algo fundamental a respeito da humanidade, e que por isso mesmo ultrapassaram a história e a geografia, constituindo-se em conhecimentos universais, com status de cânone cultural; parâmetros de qualidade, mas nem por isso, como veremos, inquestionáveis. Baixa cultura, nesse contexto, é a cultura popular no seu sentido mais fundamental, oriunda do povo na sua forma mais autêntica: é a música que a bandinha da cidade pequena toca no coreto da praça, nas tardes de domingo, composta nas horas vagas por bombeiros, pequenos comerciantes, sapateiros e professores, todos eles "artistas" não profissionais; é o samba batucado por pintores de parede em caixas de fósforo na hora do almoço para descolar um extra. Eventualmente, para atender a demanda maior, um sambista desses pode passar a uma produção mais seriada, talvez comprometendo a qualidade. E entre as duas, confundindo o meio de campo, fica a cultura média (middle brow), cujo principal, e talvez único mérito indiscutível, é ser um espelho de seu tempo.

A confusão nasce no modo como esses níveis culturais se interferem e se confundem, fazendo com que se diga muita besteira por aí. Por exemplo, é comum a busca nas raízes populares (low brow) por compositores clássicos (high brow) como Villa Lobos e Francisco Mignone quando querem renovar suas obras - na verdade, essa intervenção acontece sempre que as formas clássicas soam esgotadas, procurando renovação: Picasso inspirou-se em máscaras tribais africanas (low brow) para compor os rostos das Demoiselles d`Avignon (high brow); Guimarães Rosa ouviu o som dos sertanejos para reinventar o português no Grande Sertão. É próprio do caráter acadêmico da arte high brow - a única que se ensina nas escolas - não admitir grandes invenções formais, ficando presa ao paradoxo da tradição, que tem que mudar para permanecer como tal.

5 de dezembro de 2012

Palco da vida por Fernando Pessoa



Palco da vida – Fernando Pessoa        



Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.

É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…


E, quando você errar o caminho, recomece.

Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Jamais desista de si mesmo.


Jamais desista das pessoas que você ama.


Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.


“Pedras no caminho?


Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Fernando Pessoa