25 de junho de 2015

24 de junho de 2015

Caixa do Correio # 06




1. O Grande - Juan José Saer I 2. Sobre a escrita - Stephen King I 3. A Hora da Estrela - Clarice Lispector.

                        ETIQUETA: JUAN JOSÉ SAER
Nasceu na Argentina em 1937. Foi professor na Universidad Nacional del Litoral, onde lecionou história do cinema e crítica e estética cinematográfica. Auto-exilado na França desde 1968, radicou-se em Paris. Foi ainda professor na Universidade de Rennes. Considerado um dos maiores escritores argentinos da geração pós-Borges, escreveu romances, contos, poemas e ensaios, traduzidos no mundo todo. Faleceu em junho de 2005, em Paris.

Obras | Autor

 O GRANDE (2010) - Autor
 AS NUVENS (2008) - Autor
 A OCASIÃO (2005) - Autor
 A PESQUISA (1999) - Autor

Prêmios
Prêmio Union Latine de Littératures Romanes 2004, categoria Conjunto de Obra. Livro: OCASIÃO, A (2005). 
Prêmio Union Latine de Littératures Romanes 2004, categoria Conjunto de Obra. Livro: PESQUISA, A (1999).






21 de junho de 2015

Eso era amor...




“Ella me daba la mano y no hacía falta más. Me alcanzaba para sentir que era bien acogido. Más que besarla, más que acostarnos juntos, más que ninguna otra cosa, ella me daba la mano y eso era amor.” 

                                                                            ― Mario Benedetti



19 de junho de 2015

No aeroporto, crônica de Carlos Drummond de Andrade




Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.
Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono – e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia – eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.
Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

8 de junho de 2015

Pies hermosos por Mario Benedetti




La mujer que tiene los pies hermosos
nunca podrá ser fea
mansa suele subirle la belleza
por totillos pantorrillas y muslos
demorarse en el pubis
que siempre ha estado más allá de todo canon
rodear el ombligo como a uno de esos timbres
que si se les presiona tocan para elisa
reivindicar los lúbricos pezones a la espera
entreabir los labios sin pronunciar saliva
y dejarse querer por los ojos espejo


la mujer que tiene los pies hermosos
sabe vagabundear por la tristeza.


( Me encantam os pés femininos. Assim como encantaram à Mario Benedetti )



7 de junho de 2015

Cidade Radiante de Le Corbusier


A Cité Radieuse ou Ville Radieuse, uma conhecida unidade habitacional da cidade de Marselha, França, foi projetada pelo arquiteto Suiço Le Corbusier, no ano de 1924, que o fez pensando na criação de uma cidade ideal, para favorecer ainda uma futura reforma social.Os princípios de sua criação e objetivos dela foram colocados numa carta, chamada de Carta de Atenas, publicada em 1943.A maior ideia de Le Corbusier era a de conseguir encontrar um equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e o homem, e cidade por ele projetada ainda teria a forma de um corpo humano, de maneira abstrata, cabeça, corpo e membros.


O projeto ainda propunha uma extensa área verde, com blocos de casas construídos de maneira linear.Esse empreendimento residencial contava com 337 apartamentos, separados por diversas ruas internas, com pátio para recreação, ginásio, pistas de atletismo e muito mais.Por ser totalmente diferente, o local passou a ser considerado como Monumento Histórico.



O arquiteto Le Corbusier



Charles Edouard Jeanneret-Gris foi um arquiteto e pintor franco-suiço que se tornou uma das figuras mais importantes da arquitetura no século XX. Adotou o pseudônimo profissional “Le Corbusier” por causa do sobrenome de sua avó materna. Teve grande influência para a formação da geração modernista de arquitetos brasileiros.
Le Corbusier desenvolveu extensa atividade acadêmica e teórica e publicou muitos artigos sobre seus estudos arquitetônicos. Admirador da arquitetura da Grécia Antiga, estudou os usos da razão áurea e da sequência de Fibonacci.
Veio para o Brasil a convite de Lúcio Costa em 1936, para prestar consultoria no projeto do Palácio Gustavo Capanema. Suas ideias tiveram muita sobre a equipe, que além de Lúcio Costa, tinha nomes como Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx. Ainda associado com Oscar Niemeyer, em 1949, Le Corbusier é escolhido como responsável pelo projeto da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Como urbanista, propôs um novo arranjo urbano que se adequasse à vida moderna. É dele a ideia de criação de bairros-jardim, para as classes mais ricas.
Como arquiteto, propôs a utilização de novos materiais, como o concreto armado.



Apesar de não ter participado diretamente da construção de Brasília, a capital federal foi um grande laboratório urbano do pensamento de Le Corbusier, já que aqui suas ideias utópicas de construções arquitetônicas contemporâneas aliadas a conceitos sociais tornaram-se realidade. Le Corbusier foi um dos primeiros arquitetos a compreender as transformações de um planejamento urbano sistemático e programado. 

Em sua perspectiva, essa ideia deveria consistir em grandes blocos de apartamentos assentados em pilotis, deixando o terreno fluir debaixo da construção, paisagem mais que típica do Plano Piloto de Brasília. Além disso, Le Corbusier concebeu diversos projetos de urbanização para o Brasil. 
Le Corbusier morreu em 1978. Foi enterrado no túmulo que projetou para si mesmo


6 de junho de 2015

Esqueça as gerações, X, Y Z...Chegou a era do transumano.



Decisão da Grã-Bretanha de permitir a geração de embriões com DNAs de três pessoas é saudada pelos defensores do transumanismo, que propõem romper os limites impostos ao homem por sua biologia



No dia 24 de fevereiro, o legislativo britânico aprovou uma lei permitindo a geração de embriões com DNAs de três pessoas diferentes. O objetivo é deixar que mães com mutações maléficas em seu DNA mitocondrial não as transmitam para o filho. Segundo a lei, durante a reprodução assistida, essa parte de seu genoma poderá ser substituída pelo de uma doadora, gerando uma criança saudável. Assim, a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país a permitir a manipulação genética em células germinais humanas.
Apesar do objetivo puramente médico, a decisão está sendo saudada por alguns pesquisadores como um estágio importante de um longo percurso que pode trazer consequências radicais para a ciência e a humanidade. São os defensores do transumanismo, que propõem a aplicação dos avanços obtidos em áreas chaves da ciência, como a genética, a nanotecnologia e a neurociência, para romper os limites impostos ao homem por seu próprio corpo biológico. "A Grã-Bretanha também foi o primeiro país a introduzir a fertilização in vitro em 1979. Essa decisão é apenas outro passo desse processo", diz o filósofo Steve Fuller, professor da Universidade de Warwick, na Inglaterra. Ele é autor dos livrosHumanidade 2.0 e O Imperativo Proativo (inéditos em português), nos quais se propõe a estabelecer as bases teóricas e filosóficas para o transumanismo.
O objetivo desse movimento é utilizar a ciência para aumentar as capacidades físicas, intelectuais e até emocionais dos seres humanos. Ele busca, no limite, estender a vida humana indefinidamente, extirpando dela todo tipo de sofrimento. Os transumanistas defendem, por exemplo, a manipulação genética de embriões para eliminar doenças e escolher características vantajosas para os filhos, a criação de implantes neurais que permitam a interação com computadores pelo pensamento, e o uso de drogas capazes de manipular o cérebro humano, melhorando sua cognição, memória, concentração e humor.
"Mesmo que esses projetos pareçam vindos da ficção científica, eles podem ser encarados como soluções a longo prazo para problemas atuais. Temos visto, por exemplo, investimentos cada vez maiores em projetos que pretendem estender o nosso tempo de vida", diz Fuller.
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/chegou-a-era-dos-transhumanos/

O barbeiro de Sevilha.



Infelizmente, ou felizmente já não tenho mais cabelos ...pelo menos não na quantidade que gostaria de tê-los. De um tempo a esta parte, eles foram caindo, caindo , caindo, e agora com 38 anos, me restam somente as laterais.( muito bem aparadas, por sinal ) Não que eu me importe....acho que já me acostumei, ou não. 

Tudo isso para dizer que hoje é sábado, dia de ir ao barbeiro ( mesmo que seja para tão somente para barbear . )Fica aqui, minha belíssima homenagem aos homens da navalha.






5 de junho de 2015

Quererte...







Te quiero
Si, te quiero
Por qué te quiero
Porqué... no es quererte, es quererte sino porqués... 



4 de junho de 2015

Filme IDA



Desacelere e reflita. Não é com pressa que você vai entender o que aconteceu e o que está acontecendo. Filmes como Ida nos apresentam uma história que tem esta lógica e que, de quebra, também nos faz agir da mesma maneira para não apenas entender o que acabamos de assistir, mas também para entender as nossas próprias escolhas. Ida não é um filme evidente, com leitura simplória. Exige um tempo de reflexão, de contemplação das belas imagens reveladas pela história e também dos sentimentos que ela apresenta. Realmente um fortíssimo – para alguns o favorito – concorrente ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
A HISTÓRIA: Uma freira pinta o rosto de Jesus. Depois ela e outras três freiras levam a imagem para fora, colocando-a em um pedestal em meio à neve. Elas rezam. Depois, inserida em um grupo maior, a primeira freira, Anna (Agata Trzebuchowska), canta antes de alimentar-se. Ela é observada pela madre superiora (Halina Skoczynska) que, depois, comunica para a jovem que ela vai conhecer a uma tia que não quis, quando ela ficou órfã, ficar com a menina. Mesmo relutante, ela vai conhecer essa tia, Wanda Gruz (Agata Kulesza). As duas juntas procuram pelo passado da jovem que está prestes a fazer os seus votos perpétuos.
https://moviesense.wordpress.com/


2 de junho de 2015

A carta de Virginia Woolf




Em 28 de Março de 1941, aos 57 anos, a escritora Virgínia Woolf vestiu um casaco, encheu os bolsos de pedras e afogou-se deliberadamente no Rio Ouse (Sussex, Reino Unido). Antes do ato suicida final, após um colapso nervoso, a escritora deixou uma breve carta para seu marido Leonard, que era o melhor conselheiro e editor de Virgínia.
Eis a sentida carta de despedida que Virginia Woolf deixou ao marido (manuscrito e transcrição):


Meu Muito Querido:
Tenho a certeza de que estou novamente enlouquecendo: sinto que não posso suportar outro destes terríveis períodos. E desta vez não me restabelecerei. Estou a começar a ouvir vozes e não consigo concentrar-me. Por isso vou fazer o que me parece ser o melhor. Deste-me a maior felicidade possível. Foste em todos os sentidos tudo o que qualquer pessoa podia ser. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes até surgir esta terrível doença. Não consigo lutar mais contra ela, sei que estou destruindo a tua vida, que sem mim poderias trabalhar. E trabalharás, eu sei. Como vês, nem isto consigo escrever como deve ser. Não consigo ler. O que quero dizer é que te devo toda a felicidade da minha vida. Foste inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer isso — e toda a gente o sabe. Se alguém me pudesse ter salvo, esse alguém terias sido tu. Perdi tudo, menos a certeza da tua bondade. Não posso continuar a estragar a tua vida. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes do que nós fomos.
V.
( via http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com.br/ )

1 de junho de 2015

O que eu aprendi assistindo ao Poderoso Chefão.


1 - Nunca deixa os outros saberem o que você está pensando.
Expor o que você pensa é desvendar seus planejamentos, é contar seus segredos em público, permitir que interfiram nos mesmos, direta e indiretamente e/ou se antecipem lhe prejudicando quando quiserem. Não fale Demais!

2 - Mantenha seus amigos próximos, e os inimigos mais próximos ainda.
Inimigos não devem saber que são inimigos, muito menos vê-lo como inimigo, além do mais, manter a oposição por perto permite que você saiba o que eles estão planejando, dessa forma é possível se antecipar impedindo algo quando e como quiser.

3 - Não odeie seus inimigos, isso afeta seu raciocínio.
Ao desenvolver raiva e ódio pelas pessoas que te prejudicam, você estará entrando em conflito interno onde a emoção está no poder. Ao se deixar levar pela razão, a resolução dos seus problemas será mais eficaz e precisa.

4 – Um homem que não se dedica à família não é um homem de verdade.
Não adianta ser um  herói no mundo dos negócios e não ser um herói para a família.Do que vale ser admirado na rua e não ser em casa? Se dedicar aos filhos e a esposa faz bem para a cabeça e é o combustível que você precisa para voltar à luta mais forte todos os dias.

5 – Amigos e Negócios: Água e Azeite.
Amigos e negócios não devem se misturar, isso induz a tomar decisões não coerentes. As empresas familiares possuem maior probabilidade de falir. As pessoas que possuem sentimentos paternalistas nos negócios se dão mal com mais freqüência.

6 – Se existe algo certo nessa vida, se a história nos ensinou alguma coisa, é que qualquer pessoa pode ser destruída.
Tenha sempre um plano B.

7 – Não diga que não pode superar ninguém.
Não diga que não pode chegar lá. E quando estiver lá, não diga que não podem lhe superar. Se prepare, pois tudo poder ser destruído.

8 – Mulheres e crianças podem ser descuidadas, homens não.
Siga seus ideais, mas com lógico e bom senso. E acima de tudo, seja extremamente cuidadoso com  detalhes; Para que no futuro isso não volte a lhe causar problemas.