20 de dezembro de 2014

Sou um deserto que monologa... - Violette Leduc




O filme tem inicio com uma frase emblemática  de Violette Leduc :

 ” A feiura em uma mulher é um pecado mortal. Se você é linda, é olhada na rua pela sua beleza, se você é feia, é olhada na rua pela sua feiura.”


Foi assim, por acaso, entre filmes de ação e suspense que descobri Violette . ( O filme foi lançado no Brasil em agosto deste 2014 )

Sinopse  : No início dos anos XX, a escritora Violette Leduc (Emmanuelle Devos) encontra a filósofa Simone de Beauvoir (Sandrine Kiberlain). Nasce entre as duas uma intensa amizade que dura toda a vida, ao passo que Simone encoraja Violette a escrever mais, expondo as suas dúvidas e medos, abordando todos os detalhes da intimidade feminina.

Mas quem foi  Violette ?

                         ETIQUETA : VIOLETTE LEDUC

"Maurice Sachs lhe ordena que escreva , Simone de Beauvoir a descobre em 1945, Albert Camus a publica no ano seguinte.Admirada por Cocteau, Genet, Jouhandeau e Sartre, Violette Leduc é uma das singulares figuras da literatura francesa do século XX." 

Se seus primeiros livros conquistaram um circulo de admiradores fervorosos, eles não conseguiram atingir o grande público. Durante vinte anos Violette Leduc foi " um deserto que monologa. "

No Brasil, infelizmente apenas dois livros da escritora foram traduzidos. A bastarda e Tereza e Isabel . Entrei  em um site Francês (  Adorocinema deles) para ler o que as pessoas achavam sobre o filme...Entendi,  que muitos não gostaram da forma que a escritora foi retratada...Me lembrou muita a decepção que tive com o filme do Tim Maia. ( Sou fã do cantor, e já tinha assistido ao documentário e sua biografia )

Enfim, se você também for  aspirante a escritor, talvez se interesse em saber mais  sobre a vida e obra de  Violette Leduc....

Em tempo : Acabei de fazer uma busca na estante virtual. Só existe disponível um único livro/exemplar de Violette Leduc, pela bagatela de R$ 160,00.

Site para consulta :  www.wagnercampelo.com/violetteleduc/



16 de dezembro de 2014

Te Quiero - Mario Benedetti




Tus manos son mi caricia 
mis acordes cotidianos 
te quiero porque tus manos 
trabajan por la justicia 

si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos 

tus ojos son mi conjuro 
contra la mala jornada 
te quiero por tu mirada 
que mira y siembra futuro 

tu boca que es tuya y mía 
tu boca no se equivoca 
te quiero porque tu boca 
sabe gritar rebeldía 

si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos 

y por tu rostro sincero 
y tu paso vagabundo 
y tu llanto por el mundo 
porque sos pueblo te quiero 

y porque amor no es aureola 
ni cándida moraleja 
y porque somos pareja 
que sabe que no está sola 

te quiero en mi paraíso 
es decir que en mi país 
la gente viva feliz 
aunque no tenga permiso 

si te quiero es porque sos 
mi amor mi cómplice y todo 
y en la calle codo a codo 
somos mucho más que dos.


15 de dezembro de 2014

Por que ler Mário Benedetti ?




Características de Estilo:

1) Alteração da  imagem do objeto através de hipérbole, personificação entre outras figuras literárias.


2) O uso da  linguagem coloquial ; Identificando-se com os seus leitores através deste meio.

3) Todos os poemas de  Benedetti tem algo a ver com a vida cotidiana, na forma que vivemos.

4) A crônica da rotina em todos os poemas de Benedetti se  dramatiza.

5) Os personagens são explícitos ou tácitos.

6) O humor em seus poemas pode criar antídoto para a angustia humana.

7) A maior parte do estereótipo de que ele usa é social e política. 

8) Os poemas contêm versos livres .

9) Sua poesia é suspeitosa, gosta de ter seus leitores atentos ao que acontece mais tarde em suas obras .

10) Benedetti está inclinado a escrever para a classe média. Isso ocorre porque , sendo a pessoa de classe média, está diretamente identificado com os seus leitores.

11)Gostava de Incluir  um pouco de humor em seus poemas , mas quando se trata disso, ele tenta ligar o cômico e patético à felicidade.


    12) Mario Benedetti gostava de se utilizar de imagens surrealistas. Isso lhe dava um toque original a seus poemas .


Estilo Língua:

·         Uso  da linguagem lírica . 
·         Uso da Linguagem  Heterodoxia que significa que inicia em segunda pessoa e finaliza  em primeira  pessoa. 
·         Uso da linguagem simples, coloquial e padrão. 

Tópicos:

·         Melancolia 
·         Pessimismo 
·         Repressão 
·         Política 
·         Condição humana 
·         Vida Cotidiana


    Tono :

·         Humorístico 
·         Malvado 
·         Filosófico 


Termino com um pedaço de seu poema " Triste o Buena ", que muito me encanta... 



"Amar sin nadie, vaya cosa triste, 
sin nada que abrazar, ni Eva que nos abrace, 
amar con alguien, vaya cosa buena"



11 de dezembro de 2014

ELEPHANT - GUS VAN SANT



Em primeiro lugar, é preciso esclarecer o título do filme. Uma inspiração crucial para Gus Van Sant foi o documentário homônimo feito por Alan Clarke em 1989, que se passa em período e local (Irlanda do Norte) diferentes, mas que também trata da violência entre os jovens através de uma narrativa picotada. Apesar de Clarke ter assim nomeado seu filme por julgar o problema abordado "tão facilmente ignorável quanto um elefante na sala de estar", Van Sant inicialmente achou que o título se referia a uma antiga parábola budista sobre um grupo de cegos examinando diferentes partes de um elefante. Nessa parábola, cada cego afirma convictamente que compreende a natureza do animal com base tão-somente na parte que lhe chega ao tato. Ninguém vê ou sente o objeto na sua totalidade, mas todos arriscam um palpite totalizante – e, naturalmente, equivocado. Mesmo após ter descoberto o verdadeiro motivo pelo qual o documentário de Alan Clarke se chama Elephant, Van Sant afirma que o seu filme, rodado numa high-school situada em Portland, tem mais a ver com a parábola dos cegos. 


O que Van Sant construiu em Elefante foi uma visão fragmentária e não conclusiva sobre a altamente complexa questão trazida à tona pelo episódio sangrento de Columbine. Consagrado por saber filmar os jovens sem deturpar seu universo, o diretor adotou um posicionamento inequívoco, aquele de onde se vê tudo e nada ao mesmo tempo: o olho do furacão, o epicentro do evento trágico. O filme cresce centripetamente, dos jovens retratados em direção ao mundo – oposto exato de Tiros em Columbine, por exemplo. Os atores de Elefante são os próprios alunos do colégio em que se passa, selecionados após uma série de entrevistas realizadas pela equipe do filme. Eles são filmados em atitudes cotidianas, às vezes preservando diálogos e situações presenciadas por Van Sant enquanto os conhecia e travava os primeiros contatos.


 O trabalho do diretor se caracteriza em grande parte por esse misto de respeito e admiração pelo universo dos jovens: foi assim com River Phoenix em My Own Private Idaho, foi assim ao filmar o roteiro de Matt Damon e Ben Affleck em Gênio Indomável. O próprioGerry, projeto experimental e exercício estético bastante ousado, onde já se nota extrema competência na confecção de atmosfera e no aproveitamento do potencial visual específico do ambiente, originou-se de conversas com os atores Casey Affleck e Matt Damon. Nasce sempre uma relação de proximidade desse encontro entre Van Sant e jovens atores/personagens.Em primeiro lugar, é preciso esclarecer o título do filme. Uma inspiração crucial para Gus Van Sant foi o documentário homônimo feito por Alan Clarke em 1989, que se passa em período e local (Irlanda do Norte) diferentes, mas que também trata da violência entre os jovens através de uma narrativa picotada. Apesar de Clarke ter assim nomeado seu filme por julgar o problema abordado "tão facilmente ignorável quanto um elefante na sala de estar", Van Sant inicialmente achou que o título se referia a uma antiga parábola budista sobre um grupo de cegos examinando diferentes partes de um elefante. Nessa parábola, cada cego afirma convictamente que compreende a natureza do animal com base tão-somente na parte que lhe chega ao tato. Ninguém vê ou sente o objeto na sua totalidade, mas todos arriscam um palpite totalizante – e, naturalmente, equivocado. Mesmo após ter descoberto o verdadeiro motivo pelo qual o documentário de Alan Clarke se chama Elephant, Van Sant afirma que o seu filme, rodado numa high-school situada em Portland, tem mais a ver com a parábola dos cegos. 

O que Van Sant construiu em Elefante foi uma visão fragmentária e não conclusiva sobre a altamente complexa questão trazida à tona pelo episódio sangrento de Columbine. Consagrado por saber filmar os jovens sem deturpar seu universo, o diretor adotou um posicionamento inequívoco, aquele de onde se vê tudo e nada ao mesmo tempo: o olho do furacão, o epicentro do evento trágico. O filme cresce centripetamente, dos jovens retratados em direção ao mundo – oposto exato de Tiros em Columbine, por exemplo. Os atores de Elefante são os próprios alunos do colégio em que se passa, selecionados após uma série de entrevistas realizadas pela equipe do filme. Eles são filmados em atitudes cotidianas, às vezes preservando diálogos e situações presenciadas por Van Sant enquanto os conhecia e travava os primeiros contatos. O trabalho do diretor se caracteriza em grande parte por esse misto de respeito e admiração pelo universo dos jovens: foi assim com River Phoenix em My Own Private Idaho, foi assim ao filmar o roteiro de Matt Damon e Ben Affleck em Gênio Indomável. O próprioGerry, projeto experimental e exercício estético bastante ousado, onde já se nota extrema competência na confecção de atmosfera e no aproveitamento do potencial visual específico do ambiente, originou-se de conversas com os atores Casey Affleck e Matt Damon. Nasce sempre uma relação de proximidade desse encontro entre Van Sant e jovens atores/personagens.


http://www.contracampo.com.br/58/elefante.htm

8 de dezembro de 2014

Documentário Elephant - Alan Clarke







O documentário Elephant (1989), trata dos problemas na Irlanda do Norte e conta com uma série de tiroteios com nenhuma narrativa e quase nenhum diálogo( Quase 40 minutos ) ; todos foram baseados em relatos de assassinatos sectários reais que ocorreram em Belfast. O filme levou o título da descrição de Bernard MacLaverty dos problemas como "o elefante na nossa sala de estar" - uma referência à negação coletiva dos problemas sociais subjacentes à Irlanda do Norte.




Segue o link , para quem se interessar : http://youtu.be/0cwvGeYjLjI

1 de dezembro de 2014

Os idiotas - Lars Von Trier






A história de um grupo de jovens que partilham um interesse idiota.( Fingem ter problemas mentais para conseguir regalias, se divertir e incomodar as pessoas ) Exploram e praticam ao máximo todos os contextos mais extravagantes que a sociedade descrimina. Todos os limites pessoais são ultrapassados, com este retrato de um cinema nu e cru. 

Este é o segundo filme produzido no âmbito da plataforma Dogma 95, fundada por Lars von trier e Thomas Vinterberg.

Deixo o link do filme para quem se interessar pela obra.

http://portacine.blogspot.com.br/2014/02/os-idiotas-1998-direcao-lars-von-trier.html