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Mostrando postagens de Junho, 2017

Conjugaciones por Mario Benedetti ( Poema )

5 (después)

El futuro no es una página en blanco es una fé de erratas.
8 (previsión)

                                 De vez en cuando es bueno                                  ser consciente                                  de que hoy                                  de que ahora                                  estamos fabricando                                  las nostalgias                                  que descongelarán                                  algún futuro.
9 (plurales)

                                                                Hay                                                                 ayeres                                                                 y mañanas

Crônicas do Cotidiano - Eu, meu amigo Tony e a faixa de pedestres.

Estávamos no ápice do verão europeu. O suor corria pelo rosto, ensopando a camiseta. Dentro do terminal de Victoria, tomei o ônibus que saia de Londres até Varsóvia. Viajem de aproximadamente sete horas. Era minha primeira vez na Polônia. Por isso, não sabia o que esperar.  Ao meu lado na poltrona, ia um polaco de quase dois metros de altura.
Ele se apresentou como Tony, num inglês carregadíssimo. Estava voltando para casa dos pais, após dois anos insignificantes na Inglaterra. Perguntei no que trabalhava. “Encanador”, disse ele. “Assim como uma centena de outros encanadores poloneses”, enfatizou. Lembrei-me de alguns amigos Albaneses que saiam no braço para ter uma vaga de emprego. Aposto que os poloneses não agiam muito diferente.
 Passado um terço da viagem, o ônibus fez sua primeira parada. Era quase meio dia, e eu estava morrendo de fome. Aprendi com viagens mais longas, a sempre levar comigo alguma fruta, sanduíche e suco, caso sentisse fome. Quando fui dar a primeira mordida no…

Me voy, volando por ahí...

"Soy de la cuidad con todo lo que ves 
Con su ruido, con su gente, consume vejez  Y no puedo evitar, el humo que entra hoy  Pero igual sigo creciendo, soy otro carbón
No voy a imaginar, la pena en los demás Compro aire y si es puro, pago mucho más... "


Caixa do Correio # 26

Os Lança-Chamas –  Rachel Kushner  I 2. O Som e a Fúria – William Faulkner
                 ETIQUETA: WILLIAM FAULKNER
Escritor norte-americano. Nascido em New Albany, William Cuthberth Faulkner renova a prosa norte-americana com sofisticadas experiências técnicas em seus textos. A maioria de seus romances tem como cenário o imaginário Condado de Yoknapatawpha, no sul dos EUA.
Sua obra reflete o desmoronamento do universo familiar e social de brancos e negros causado pela Guerra Civil Americana (1861-1865). Para ele, a fonte do mal é a escravidão, que teria afastado o homem da natureza. Vive até os 13 anos no Mississippi. Durante a I Guerra Mundial, por espírito de aventura, inscreve-se na aviação canadense e é enviado a Toronto.
Não sai do Canadá, mas jamais desmente a lenda de que teria participado de ações militares na Europa. Entra para a universidade em 1919, mas é reprovado em inglês e abandona o curso no ano seguinte. Trabalha como piloto, pintor de paredes e carteiro e, em 1924, p…

Mário de Sá-Carneiro

"Eu não sou eu
 Nem sou o outro
 Sou qualquer coisa
 De intermédio, pilar da ponte
 De tédio, que vai de mim para o outro."

Na parede da escola que fica ao lado de alguma faculdade.

Mario Benedetti y Luz López Alegre

[...] cuando la conocí / tenía apenas doce años y negras trenzas / y un perro atorrante / que a todos nos servía de felpudo / yo tenía catorce y ni siquiera perro / calculé mentalmente futuro y arrecifes / y supe que me estaba destinada / mejor dicho que yo era el destinado / todavía no se cuál es la diferencia [...].


O Som e a Fúria - William Faulkner | Pensar ao Ler ( booktuber Laura )

"I remember the first time I read Faulkner- I was shocked . I did not know what to do next . I was fascinated by his book, because suddenly realized that the book can contain an amount of meanings , which I could not think ahead " -Alécio Faria

Brasil: ainda há esperança

O drama de uma menina de apenas 8 anos, vítima das enchentes em Pernambuco emocionou os brasileiros esta semana.  E não foi pelo o que ela perdeu, mas pelo o que conseguiu salvar.

A menina Rivânia foi resgatada de uma casa simples onde mora com os avós, em São José da Coroa Grande. Walter registrava os flagrantes da cidade inundada pelas águas quando viu a Rivânia na jangada, na chuva. As fotos da menina caíram na internet, foram compartilhadas e emocionaram os brasileiros. A criança aparece sozinha e molhada, ajoelhada na jangada, abraçando a mochila. Ela tremia de frio e rezava de olhos fechados. Rivânia escolheu salvar os livros que colocou dentro da mochila. Os livros e também o caderno, onde anota as lições com a letra caprichada. A família de poucos recursos está vestindo e comendo o que recebe de doações, mas Rivânia não se deixa abater e sonha com o futuro.

Porque hoje é sábado, minha dica de filme, Moonlight

Moonlight narra a história de Chiron, um menino introspectivo, filho de uma mãe viciada em crack cujo paradeiro do pai não se sabe. Quem acaba se tornando sua figura paterna é o traficante do bairro, Juan, vivido por um impecável Mahershala Ali, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. É improvável, mas afetuosa e verdadeira a relação a que se estabelece entre os dois.
E para tornar a vida mais complicada, Chiron sofre bullyings constantes dos colegas de escola simplesmente porque talvez seja gay, algo que nem ele entende muito bem ainda o que seja e muito menos sabe se é.
Ironicamente, Chiron repete a saga destinada a Juan. Mas também carrega em si muitas contradições. Ser negro, crescer na periferia de uma grande cidade americana, não ser o estereótipo do machão (máscara importante para se afirmar em uma sociedade machista e violenta), descobrir e assumir sua sexualidade, descobrir quem se é. Não há respostas rápidas nem fáceis para Chiron. E muito por isso, a história com o amig…

10 coisas que você não sabia sobre Mario Benedetti.( Português/ Español )

1-Foi batizado com cinco nomes devido aos costumes italianos que sua família tinha. Seu nome completo é Mario Orlando Hamlet Hardy Brenno Benedetti Farugia.

2-“Quando eu entrei no colégio (aos cinco anos) já sabia ler. Não recordo como aprendi, mas já tinha lido Júlio Verne e  Emilio Salgari”, afirma Benedetti em entrevista na Sala Zitarrosa para um documentário sobre seus 84 anos. (dirigido por Ricardo Casas).

3-O primeiro livro que arrebatou o jovem  Mario Benedetti foi ‘Dois anos de férias’, de Júlio Verne.

4-Benedetti confessa que desde pequeno estava obstinado com a leitura. “Se me davam um livro de noite, eu passava a madrugada inteira com a vela acesa, lendo.” afirma. Por isso, seu pai o limitava a ler somente 20 páginas por noite; no entanto, ele lia as mesmas 20 páginas mais de uma vez. 5-No fim da década de 20, sua família se muda para Montevidéu. Em 1928, Benedetti ingressa num colégio Alemão para estudar o primário. Seu pai, químico de profissão, admirava a ciência teutona, ma…