27 de fevereiro de 2014

Conselhos a um jovem escritor





Alguns conselhos do escritor Espanhol Cesar Mallorquí, para novos escritores que almejem seguir pela vida literária. 



Conselho  1 

Pergunta-te: Por que quero escrever ?  Quais são os verdadeiros motivos que te levam a escrever.

Conselho 2 

Terás que ler muito e escrever muito. Ler , porem com sentido analítico.

Conselho 3 

Tem que aprender a descartar. Aprendemos a escrever errando...Escreva, reescreva...

Conselho 4  

Copie bons escritores.Não se envergonhe em copiar escritores dos quais você admira . Não copie argumentos, personagens, mas os recursos que esse escritor utiliza, esses sim devem ser copiados.

Conselho 5 - Petit a Petit , l´oiseau fait son nid ( Pouco a pouco o pássaro fez o seu ninho.

Pouco a pouco você vai se tornar um grande escritor...Não deve tentar correr antes de aprender a caminhar , nem de voar antes de saber correr.

Conselho 6

Concentre-se  nas 3 colunas que sustentam quase todo os textos:


Claridade textual – Ordem -  Sensatez....se tiver essas 3 colunas, você certamente terá um estilo de escrita.

Conselho 7 ( Principal )

Corrija, Corrija outra vez, volte a corrigir e siga corrigindo...Quando finalizado o texto...saiba que a primeira versão com certeza será uma droga. Não se apresse. Deixe o texto descansar....Um dia , Uma semana , um mês .... corrija ....Sobretudo em voz alta

Conselho 8 

Ponha seu texto a prova ...Principalmente para aqueles que não te conhecem...

Conselho 9 

Perseverança e Constância ...Não acredite que vai se tornar um grande escritor com um primeiro livro, tampouco com um segundo...( Raras exceções  ) Ser escritor é uma profissão que leva tempo e principalmente constância nas escritas...


Conselho 10 

Prepara-se em aceitar que não é escritor . 


Contrario de tudo aquilo que foi dito anteriormente....O importante é desfrutar daquilo que se faz, desfrutar da arte. 


Não devemos complicar nossa existência neste mundo, em querer ser aquilo que não somos. 


Se não se  pode  ser escritor, se não se pode escrever, há outras 1.000 coisas que se pode fazer ...


A atividade mais importante que se pode dedicar uma pessoa, não é a arte , e sim a vida ....pois a arte não é mais que uma imitação da vida. Imitação maravilhosa, mas o mais importante é saber viver, o mais importante é se ter consciência da própria  existência. 



That´s all folks

26 de fevereiro de 2014

Monte fala sobre prisão política, boteco e livros



Durante o período de pesquisas, para compor os personagens do meu segundo livro: "Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas " ( Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2014 ) me deparei com a figura do Sr. Herbert Vicente Montenegro Felipe ou simplesmente  Monte. 

Uruguaio de Montevidéu,  veio parar no Brasil em meados dos anos 70, fugindo da Ditadura Militar. 


Personagem secundário da trama, se torna o melhor amigo de Miguel Martínez ( Personagem principal ) numa de suas andanças pela Lapa, no Rio de Janeiro.








4 de fevereiro de 2014

Poema 20 - Pablo Neruda


(de Veinte poemas de amor y una canción desesperada)




Dolores del Río. Fotografía de Tina Modotti, amiga del poeta


PUEDO escribir los versos más tristes esta noche.  
Escribir, por ejemplo: " La noche está estrellada, 
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".  
El viento de la noche gira en el cielo y canta.  
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.  
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos. 
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.  
Ella me quiso, a veces yo también la quería. 
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.  
Puedo escribir los versos más tristes esta noche. 
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.  
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella. 
Y el verso cae al alma como pasto el rocío. 
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla. 
La noche está estrellada y ella no está conmigo. 
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos. 
Mi alma no se contenta con haberla perdido.  
Como para acercarla mi mirada la busca. 
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.  
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles. 
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos. 
Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise. 
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.  
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos. 
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.  
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero. 
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.  
Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos, 
mi alma no se contenta con haberla perdido.  
Aunque éste sea el último dolor que ella me causa, 
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.