28 de março de 2015

La Vela Puerca - En El Limbo


Rock Uruguaio de primeira !


Hoy me siento que puedo hacer todo 
Hoy la luna me invita a seguir 
Y ella esta sentadita en el limbo 
Diciendome donde no hay que ir. 
Ciegamente confío en su mano 
Y mi sol ahora empieza a salir 
Que me atrevo a voltear los gusanos 
Que no dejan crecer mi jardín 

Y la vida se acuesta a mi lado 
Y con ella me empiezo a reír 
Y ahora sueño que voy caminando por todas las cosas 
que faltan vivir, y sentir 
Yo y mi jardín. 

Que barato decir que es extraño 
No tocarte y sentirte hoy aquí 
Menos mal que ya entiendo mi tiempo 
Y lo espero sin mucho pedir 
Mis amigos revuelven la olla 
Donde puse mi mejor perfil 
Y me sobra con verlos bailando 
Festejar para sobrevivir 
Y la vida se acuesta a mi lado 
Y con ella me empiezo a dormir 
Y ahora sueño y me voy alejando de todas las cosas 
que supe sufrir y sentir 
Yo y tu jardín. 

Y la vida se acuesta a mi lado 
Y con ella me empiezo a morir 
Y ahora sueño y me voy alejando de todas las cosas 
que supe sufrir y sentir 
Yo y mi jardín 
Yo y tu jardín

21 de março de 2015

" Eu quero pôr Rita Pavone no ringtone do meu celular " - Arnaldo Antunes






                                            ETIQUETA : RITA PAVONE 

Nascida e criada na Itália, Rita foi uma grande cantora de rock nos anos 60. Suas músicas fizeram muito sucesso, inclusive no Brasil. Desde cedo chamou a atenção de toda a família, pois chorava sem parar e demonstrava seus dotes artísticos cantando para todos os parentes. Seu talento precoce a fez compor canções alegres e muito prestigiadas pelo público.

Em 1968, aos 23 anos, Rita saiu de casa e foi morar na Suíça junto com o seu namorado, na casa que ele possuía nesse país. Além de ser seu companheiro, também era seu empresário, produtor e descobridor, ele era o cantor italiano de nome artístico Teddy Reno.

Foi um escândalo a união dos dois para toda a sociedade italiana e de modo geral, para a sociedade de diversos países, porque Reno, cujo nome verdadeiro é Ferruccio Ricordi, era casado oficialmente com Lívia Protti, e não existia divórcio na Itália até 1970, e como ele casou-se na Itália, só poderia se divorciar no país, mas esse fato não abalou em nenhum momento a relação de Rita e Teddy, juntos a alguns anos.


Na época uma mulher não podia viver com um homem casado, mas Rita sempre foi a frente de seu tempo e não deixaria de ser feliz por uma mero papel assinado, sendo que a muitos anos seu namorado estava separado da esposa oficial. Quando foi aprovada a lei do divórcio, eles se divorciaram e finalmente 1 ano depois, em 1971, Rita e Teddy se casaram de papel passado na Itália.

Dessa união, nasceram, na Suíça, seus dois filhos: Alessandro e Giorgio.
Seus dois filhos seguiram carreiras opostas: Alessandro seguiu o lado artístico, e é apresentador de um programa na TV Suíça-Italiana. Giorgio seguiu o lado musical, o caminho dos pais, se dedicando a música. Hoje é guitarrista e cantor de rock.
Atualmente Rita mora com a família em Chiasso, no cantão de Ticino, Suíça e possui uma segunda residência em Ariccia, distante 28 km de Roma.



Rita também tentou seguir carreira política: Nas eleições legislativas italianas de 2006, candidatou-se a uma vaga no senado italiano, disputando pela circunscrição dos italianos no exterior, não sendo eleita.



E viva la pappa col pomodoro ! rs

17 de março de 2015

15 de março de 2015

Jacques Brel - O homem por de trás da canção.






A canção Ne me quitte pás,  foi escrita pelo cantor e compositor Belga Jacques Brel, após o termino de seu relacionamento com a também cantora e atriz  francesa Suzanne Gabriello, uma de suas supostas amantes durante a vida.

Brel foi um marco fundamental na música francesa, juntamente com seus contemporâneos Georges Brassens, Léo Ferré, Guy Béart, Edith Piaf e Yves Montand. Original, inconformado, revolucionário, ele marcou profundamente toda uma geração na França.

Suas músicas romperam dois estereótipos antigos: em primeiro lugar, o de que a canção poética é sutil demais para chegar ao grande público. Em letras de um lirismo e elaboração extraordinários, Jacques Brel colocou melodias envolventes, explosivas, contagiantes, que arrebatam o ouvinte na primeira audição. Em segundo lugar, ele destruiu o conceito do cantor "parado", apenas com sua voz e seu violão, bastante comum em sua época. No palco, Jacques Brel é um "ator musical", que vive cada música com uma força impressionante. Cada interpretação é uma pequena "peça de teatro", onde ele representa os personagens de suas letras com a intensidade exata, na medida certa, sem exageros. Dessa forma, Brel consegue conciliar o que parecia contraditório na época: a qualidade de suas músicas e a sofisticação da interpretação no palco. Nas décadas de 60 e 70, época da popularização da televisão, ele parece incorporar intuitivamente a sua linguagem, atingindo um público cada vez maior sem abrir mão da qualidade.

Além de seu talento sem igual, o segredo de Jacques Brel era o seu inabalável
profissionalismo: ensaiava à exaustão todas as músicas, todas as representações, todos os momentos de seus shows. Dizia que o talento era só a "vontade" de fazer alguma coisa, e não a habilidade em si. Dessa forma, afirmava que só com trabalho incansável é que poderíamos alcançar nossos objetivos.

Depois de quinze anos e mais de vinte milhões de discos vendidos, Brel decidiu abandonar a carreira de cantor, afirmando que era tempo de enfrentar novos desafios. É possível que a música tivesse se tornado uma rotina, o que era para ele insuportável. Perfeccionista, e com uma necessidade crônica de enfrentar desafios, se lançou na carreira de ator por alguns anos, com sucesso, e chegou a dirigir dois filmes. Decepcionado com a recepção da crítica para seus filmes, e já cansado do mundo do show-business europeu, cada vez mais dominado exclusivamente pela lógica do mercado, decide mudar radicalmente sua vida. Em meados da década de 70, Jacques Brel compra um barco e se aventura numa volta ao mundo solitária, apenas acompanhado pela sua namorada. No final da viagem, aportou na Polinésia e decidiu não mais voltar para a Europa. Se instalou numa casa simples, nas ilhas Marquesas, próximo de onde viveu o também genial Paul Gauguin.

Nunca mais voltaria a morar na Europa. Voltou apenas uma vez em 1977, para gravar seu último disco, de estrondoso sucesso. Nessa época ele já sofria com os sintomas de um câncer no pulmão, que tratava há alguns meses, mas que jamais conseguiria curar.


Em 1978, o mundo recebeu inconsolável a notícia da morte de Jacques Brel, aos 49 anos. Seu amigo Georges Brassens, nesse dia, disse que "Jacques Brel não está morto. 

Para revivê-lo, basta que escutemos seus discos".






11 de março de 2015

Caixa do Correio # 03



1. Clube da Luta- Chuck Palahniuk I 2. Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector I   3. As Hortensias - Felisberto Hernández



ETIQUETA: FELISBERTO HERNÁNDEZ

Um dos maiores escritores Uruguaios


Sobre o autor: Felisberto Hernández (Montevidéu, 1902-1964) começou a estudar piano em 1911. Em 1926, passou a trabalhar como pianista num café de Montevidéu, início de uma longa carreira de concertista no interior do Uruguai e nos arredores de Buenos Aires. 
Em 1942, com problemas financeiros, vendeu o piano e abandonou a música. Esse gesto radical marcou o início de um período de intensa dedicação à literatura, escrevendo livros como Por los tiempos de Clemente Colling (1942), O cavalo perdido (1943)Nadie encendia las lámparas (1947), além de alguns contos esparsos, como “Las hortênsias” (1949) e “A casa inundada” (1960). Em 1946, por intermédio do poeta Jules Supervielle, recebeu uma bolsa do governo francês para morar em Paris. 
Em 1948, voltou a Montevidéu, onde passaria o resto da vida...

Dulcineia de Borracha 
Tema: Fantasias poéticas, as histórias (três contos e a novela que dá nome à coletânea) falam de uma professora de matemática, da obsessão de um homem por bonecas, das lembranças de uma mulher-cavalo e das relações de uma doméstica com o patrão.

Por que ler: Traduzido em diversos países, Hernández é apontado como um escritor influente do realismo fantástico. Foi admirado por Julio Cortázar, Juan Carlos Onetti e Italo Calvino, entre outros.

Preste atenção: Na abertura do conto A Mulher Parecida a Mim, em que a narradora esclarece logo de início o seu drama: tinha sido um cavalo. Com maestria, o autor fará o leitor mergulhar nas lembranças incertas (serão sonhos?) dessa personagem.

Trecho: Da novela As Hortênsias: "Fazia pouco tempo que Horácio dormia no hotel e as coisas aconteciam como na primeira noite: na casa da frente se acendiam janelas que caíam nos espelhos; ou ele acordava e achava as janelas dormindo". (pág 83 ). 


Ansioso para ler As Hortensias / Las Hortensias


10 de março de 2015

A vida é tão rara (Tão rara)





Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)



What else ?

8 de março de 2015

A soberania feminina




Revista de ficção científica de 1954 faz um prospecto das dramáticas proporções físicas que acometeriam homens em relação às mulheres até 2060. A arte é atribuida ao artista Robert Swanson.

 Sci-fi sempre desenvolvendo os principais medos da humanidade naquele momento, no caso, a soberania feminina. Ainda faltaria um pouco para que movimentos feministas mudassem a sociedade, mas as coisas já caminhavam pra isso aquela altura.

 E Marilyn Monroe estava no auge do sucesso em 1954. Emplacava cerca de dois grandes sucessos por ano, sendo o nome mais quente das telas, estampado capas de quase todas as revistas, inclusive havia estado na novíssima Playboy.

É claro que seu corpo seria  referência para essa mulher fabulosa que ficaria muito maior que o homem no decorrer das décadas. Não sei qual a média de altura, mas em 2015, pra quem não é modelo, seu 1,67cm de altura ainda é uma altura bem comum para garotas.

Blog La doce Vita

4 de março de 2015

Ella que pasa - Mario Benedetti



Paso que pasa
rostro que pasabas
qué más quiereste miro
después me olvidaré
después y sólo
solo y después
seguro que me olvido.

Paso que pasas
rostro que pasabas
qué más quieres
te quiero
te quiero sólo dos o tres minutos
para quererte más
no tengo tiempo.

Paso que pasas
rostro que pasabas
que más quieres
ay no
ay no me tientes
que si nos tentamos
no nos podremos olvidar
adiós.



"...te quiero sólo dos o tres minutos
para quererte más
no tengo tiempo"


2 de março de 2015

Alguns motivos pelos quais você deve admirar José Pepe Mujica




  1. Ele dirige um fusca 1978 e mora em uma fazenda: bem mais do que aparências, Mujica realmente é, em sua essência, uma pessoa simples. Ele se recusou a viver no Planalto Presidencial e dispensou os luxos de carros presidenciais, motoristas, etc.
  1. Ele doa 90% do que recebe: seu salário é de cerca de 12 mil dólares e a grande parte disso vai direto pra conta bancária de diversos programas sociais. O que sobra corresponde ao valor ganho por um cidadão comum do Uruguai. Afinal, ele mesmo afirma: “nós políticos temos que viver como vive a maioria e não como vive a minoria”.
  1. Ele reduziu o número de abortos no país: Mujica descriminalizou o aborto e ofereceu suporte real do Estado às mulheres, através de acompanhamento psicológico e financeiro às grávidas. Com isso, zerou o número de mortes de mulheres por aborto.
  1. Ele está lutando contra o narcotráfico do país e a legalização da maconha foi um grande passo: a maconha comercializada pelo Estado é uma maneira de controlar o consumo no país e de o governo se manter próximo da população usuária.
  1. Ele também se preocupa com o consumo de outras drogas: não parece, mas álcool, cigarro e sal são sim drogas, as quais consumimos no nosso dia a dia. Mujica controla a venda e o consumo delas.
  1. Ele legalizou o casamento gay: em 2013 foi assinada a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o Uruguai se tornou o segundo país da América Latina a legalizá-lo.
  1. Ele faz do Uruguai um Estado laico: não são permitidos símbolos cristãos nem crucifixos no Palácio do Governo ou em escolas e hospitais públicos. Um exemplo disso é quando Mujica se negou a participar da missa de inauguração do pontificado de Francisco, ao afirmar que não é católico e que o Estado é laico.
  1. Ele se tornou o presidente mais “rico” do mundo: Mujica recusou o prêmio de presidente mais pobre do mundo (que lhe foi dado devido a sua simplicidade e humildade) e se tornou a assim o presidente mais rico de todos. Rico em valores, em caráter, em eficiência, em ações concretas de melhoras em seu país. Ele mesmo já disse: “não sou pobre, sou sóbrio; vivo somente com o justo para que as coisas não me roubem a liberdade”
Claro que não somos 100%! Don Pepe, também teve um passado tenebroso junto aos Tupamaros - mas na balança da vida, ele pesou mais a favor, do que contra...E para mim, é isso que vale no fim da vida.




Para os que se interessarem, segue o site do "Mujica";

 http://www.pepemujica.uy/