29 de janeiro de 2016

As impressionantes ilustrações de Gustave Doré


Paul Gustave Doré (Estrasburgo, 6 de janeiro de 1832 — Paris, 23 de janeiro de 1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Filho de um engenheiro, começou a desenhar já aos treze anos suas primeiras litogravuras* e aos catorze publicou seu primeiro álbum, intitulado “Les travaux d’Hercule”. Aos quinze anos engajou-se como caricaturista do “Journal pour rire”, de Charles Philipon. Neste mesmo ano – 1848 – estreou no Salão com dois desenhos a pena.

Em 1849, com a morte do pai, já reconhecido apesar de contar apenas dezesseis anos. Passa a maior parte do tempo com a mãe. Em 1851 realiza algumas esculturas com temas religiosos e colabora em diversas revistas e com o “Journal pour tous”.

Em 1854 o editor Joseph Bry publica uma edição das obras de Rabelais, contendo uma centena de gravuras feitas por Doré. Entre 1861 a 68 realiza a ilustração de A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Com aproximadamente 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante. Em 1868, Doré terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso, e publicou uma segunda parte incluindo todas as ilustrações de A Divina Comédia.

Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855); Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863); O Paraíso Perdido, de Milton; Gargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a Bíblia; A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge; contos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.

Gustave Doré morreu aos 51 anos, pobre, pois todo o dinheiro que havia ganho com o seu trabalho foi utilizado para quitar diversas dívidas, deixando incompletas suas ilustrações para uma edição não divulgada de Shakespeare, entre outros trabalhos.



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25 de janeiro de 2016

Nada fue en vano, NTVG




Mi sueño es la fina mezcla, entre la risa y el llanto 
Poder mantener la calma, para gritar cada tanto 
Aunque a veces no lo logre, Voy a seguir intentando encontrar 
El equilibrio o por lo menos no voy a dejar de buscar. 

No vi partir a mi abuelo y si, vi llegar a mi hijo, me vi, 
Rompiéndome el alma por situaciones que yo mismo elijo
Senti, el hielo de la muerte, y el calor del pleno invierno, 
Perdí el miedo a la distancia de lo malo y de lo bueno, 

Es privilegio del ser humano, saber que nada pero nada fue en vano, 
Porque solo es privilegio del ser humano, 
Saber que nada pero nada fue en vano, 
Porque solo es privilegio del ser humano... 

Hay que saber aceptar que existen los días magros, 
Porque son el contrapeso de los que traen milagros. 
Ahora yo disfruto el verme parado, 
Es solo porque supe soportar estar arrodillado 

Es privilegio del ser humano, 
Saber que nada pero nada fue en vano 
Porque solo es privilegio del ser humano, 
Saber que nada fue en vano, 

Porque solo es privilegio del ser humano 
Saber que nada pero nada fue en vano 

Porque solo es privilegio del ser humano.

23 de janeiro de 2016

Crônicas do Cotidiano - A imitação de rosa.



Hoje, ela acordou bem cedo. Seus passos pela casa, era de quem pisava em nuvens. Preparou o café, arrumou a mesa e saiu. Não falou uma única palavra, nem mesmo num pedaço de papel .

Todos estávamos preocupados. Ela nunca foi de sair assim, ainda mais num dia de semana. Meu irmão, fã do escritor Arthur Doyle, fazia as vezes de detetive, buscando pistas pela vizinhança. Meu pai, sentado em sua  poltrona feito um paxá do Império Otomano, emitia palavras monossílabicas de quem vê tudo por um angulo superior.

Pouco antes das onze horas, ouvimos o que pareciam ser vozes diante do portão. Eram beatas tagarelando. Entre elas minha mãe, muito religiosa, tinha acordado cedo para acompanhar a procissão do padroeiro da cidade – São Sebastião.

Talvez por isso, o pouco ou quase nenhum comentário do meu pai.

Ao entrar em casa, notei que trazia em umas das mãos um ramo de rosas. Vi quando cumprimentou meu irmão, meu pai e se dirigiu até a cozinha para preparar o almoço. Na pia, colocou as rosas num jarro com água, levando-o até à mesa de centro da sala. Ao me aproximar do jarro, notei que entre as rosas, havia uma em especial com coloração opaca. Não era natural - viva e perfumada  - como as demais. Era uma imitação de rosa. 

Quando questionei minha mãe se ela sabia que uma de suas rosas era de plástico, e que não fazia o menor  sentido coloca-la na água, junto com as demais, ela me respondeu :

- As coisas nem sempre fazem sentido. Às vezes, a vida se torna falha, insuficiente e imperfeita na representação do mundo interior. 

Então, eu me calei. 


                                                                                                       Alécio Faria

22 de janeiro de 2016

12 frases de amor de Mario Benedetti.



1  - No te rindas, por favor no cedas, aunque el frío queme, aunque el miedo muerda, aunque el sol se esconda, y se calle el viento, aún hay fuego en tu alma, aún hay vida en tus sueños. Porque la vida es tuya y tuyo también el deseo, porque cada día es un comienzo nuevo, porque esta es la hora y el mejor momento.

2 - Sé que voy a quererte sin preguntas, sé que vas a quererme sin respuestas.

3  - Qué buen insomnio si me desvelo sobre tu cuerpo.

4  - Me gustaría mirar todo de lejos pero contigo.

5  - Mi táctica es quedarme en tu recuerdo no sé cómo ni sé con qué pretexto pero quedarme en vos… Mi estrategia es que un día cualquiera no sé cómo ni sé con qué pretexto por fin me necesites.

 - Usted no sabe cómo yo valoro su sencillo coraje de quererme.

7  - No sé tu nombre, solo sé la mirada con que me lo dices.

8  - Si el corazón se aburre de querer para qué sirve.

9  - Y para estar total, completa, absolutamente enamorado, hay que tener plena conciencia de que uno también es querido, que uno también inspira amor.

10  - El amor no es repetición. Cada acto de amor es un ciclo en sí mismo, una órbita cerrada en su propio ritual. Es, cómo podría explicarte, un puño de vida.

11  - Fíjese que cuando sonríe se le forman unas comillas en cada extremo de la boca. Esa, su boca, es mi cita favorita.

12  - Me gusta la gente capaz de entender que el mayor error del ser humano es intentar sacarse de la cabeza aquello que no sale del corazón.


21 de janeiro de 2016

Caixa do Correio # 12


1. Lições de Abismo - Gustavo Corção I 2. Fico besta quando me entendem  - Hilda Hilst
                                                                         
      
 ETIQUETA:GUSTAVO CORÇÃO
 “O amor e a morte não precisam de muito espaço. A casa é demais. A casa é necessária quando a vida se multiplica em ramificações anárquicas, quando há crianças que não param quietas, criadas que manobram aspiradores, telefones que tocam, visitas que chegam de repente. Mas o amor e a morte nisso se assemelham: não precisam de toda essa parasitária cópia de detalhes, utensílios e compartimentos que fazem de uma casa um efervescente e ruidoso microcosmo”.  
                                                                                                                      Livro Lições de Abismo.
o -

Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica.


Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo.


Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo.


Em sua obra, destacam-se A descoberta do outro (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, Três alqueires e uma vaca (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e Lições de abismo (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas.


Segundo o crítico literário Wilson Martins, a palavra de Gustavo Corção "prende-se a uma tradição infindável de moralistas e de homens práticos, que há alguns séculos vêm repetindo, cada vez com mais desespero, que não é possível salvar a sociedade se antes o próprio homem não for despojado de seus erros".


15 de janeiro de 2016

Hombre que mira más allá de sus narices por Mario Benedetti



Hoy me despierto tosco y solitario
no tengo a nadie para dar mis quejas
nadie a quien echar mis culpas de quietud

sé que hoy me van a cerrar todas las puertas
y que no llegará cierta carta que espero
que habrá malas noticias en los diarios
que la que quiero no pensará en mí

y lo que es mucho peor
que pensarán en mi los coroneles
que el mundo será un oscuro
paquete de angustias
que muchos otros aquí o en cualquier parte
se sentirán también toscos y solos
que el cielo se derrumbará
como un techo podrido
y hasta mi sombra
se burlará de mis confianzas
menos mal
que me conozco
menos mal que mañana
o a más tardar pasado
sé que despertaré alegre y solidario
con mi culpita bien lavada y planchada
y no solo se me abrirán las puertas
sino también las ventanas y las vidas
y la carta que espero llegará
y la leeré seis o siete veces
y las malas noticias de los diarios
no alcanzarán a cubrir las buenas nuevas
y la que quiero
pensará en mi hasta conmoverse
y lo que es muchísimo mejor
los coroneles me echarán al olvido
y no solo yo muchos otros también
se sentirán solidarios y alegres
y a nadie le importará
que el cielo se derrumbe
y más de uno dirá que ya era hora
y mi sombra empezará a mirarme con respeto
será buena
tan buena la jornada
que desde ya
mi soledad se espanta.

14 de janeiro de 2016

7 de janeiro de 2016

O membro mais importante de uma família cosmopolita.







E para provar que eu não estou mentindo...

"Muitas TVs incríveis de grandes empresas foram apresentadas na CES 2016, mas foi um modelo da chinesa Changhong que chamou mais atenção. O aparelho, que tem o bizarro nome de ChiQ 8K Super UHD Smart TV 98ZHQ2R, traz uma tela gigante com 98 polegadas e imagens em 8K que não ficam só nos números. São realmente impressionantes. "

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/01/tv-chinesa-de-98-polegadas-com-8k-e-lancada-na-ces-2016-e-chama-atencao-ces2016.html

6 de janeiro de 2016

Espírito de Montevidéu por Gabriela Mistral



“Existe nas Américas um pequeno país – o Uruguai – que todos aceitaríamos por pátria, porque tem um quê de mãe perfeita. Os melhores homens das Américas, quando olham para ali, encontram pelo menos alguma das coisa que amam. A liberdade, o sentido da democracia, a cultura. Se, em algum momento, a América Latina se tornasse uma unidade, talvez fosse Montevidéu, a capital escolhida por todo nós, sem ciúmes ou vacilações”.

                                                   Poetisa chilena Gabriela Mistral, Prêmio Nobel de 1945

5 de janeiro de 2016

Evita por Eduardo Galeano



Parece outra magrinha a mais, pálida desbotada, nem feia nem linda, que usa roupa de segunda mão e repete sem chiar as rotinas da pobreza. Como todas, vive presa as novelas de rádio, aos domingos vai ao cinema e sonha ser Norma Shearer e todas as tardinhas, na estação do povoado, olha passar o trem que vai para Buenos Aires. Mas Eva Duarte esta farta. Fez quinze anos e esta farta: sobe no trem, uma manhã de 1935, e se manda.
Esta garotinha não tem nada. Não tem pai nem dinheiro; não é dona de coisa alguma. Desde que nasceu no povoado de Los Toldos, filha de mãe solteira, foi condenada à humilhação e agora é uma joana-ninguem entre os milhares de joões-ninguem que os trens despejam todos os dias em Buenos Aires, multidão de provincianos de cabelo grosso e pele morena, trabalhadores e domésticas que entram na boca da cidade e são por ela devorados; durante a semana Buenos Aires os mastiga e aos domingos os cospe aos pedaços.
Aos pés da grande babilônia, altas montanhas de cimento, Evita se paralisa. O pânico não a deixa fazer outra coisa a não ser amassar as mãos, vermelhas de frio, e chorar. Depois engole as lágrimas, aperta os dentes, agarra forte a mala de papelão e se afunda na cidade.