29 de julho de 2015

Ahora estoy solo, francamente solo...



"Ahora estoy solo francamente solo, siempre cuesta un poquito
empezar a sentirse desgraciado.

..
Antes de regresar a mis lóbregos cuarteles de invierno, con los ojos bien secos por si acaso, miro como te vas adentrando en la niebla y empiezo a recordarte.... "

― Mario Benedetti




28 de julho de 2015

Mujer Desnuda y en lo Oscuro por Mario Benedetti




                                                  Una mujer desnuda y en lo oscuro
tiene una claridad que nos alumbra 
de modo que si ocurre un desconsuelo 
un apagón o una noche sin luna 
es conveniente y hasta imprescindible 
tener a mano una mujer desnuda. 

Una mujer desnuda y en lo oscuro 
genera un resplandor que da confianza 
entonces dominguea el almanaque 
vibran en su rincón las telarañas 
y los ojos felices y felinos 
miran y de mirar nunca se cansan. 

Una mujer desnuda y en lo oscuro 
es una vocación para las manos 
para los labios es casi un destino 
y para el corazón un despilfarro 
una mujer desnuda es un enigma 
y siempre es una fiesta descifrarlo.

Una mujer desnuda y en lo oscuro 
genera una luz propia y nos enciende 
el cielo raso se convierte en cielo 
y es una gloria no ser inocente 
una mujer querida o vislumbrada 
desbarata por una vez la muerte.


18 de julho de 2015

Porque hoje é sábado, 2 filmes com a bela e talentosíssima atriz francesa Marion Cotillard.




Sinopse

Alain (Matthias Schoenaerts) está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.




Sinopse

Sandra (Marion Cotillard) perde seu emprego pois outros trabalhadores da fábrica preferiram receber um bônus ao invés de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. Mas Sandra tem uma chance de reconquistá-lo. Ela e o marido (Fabrizio Rongione) têm uma tarefa complicada para o final de semana: eles devem visitar os colegas de trabalho e convencê-los a abrir mão de seus bônus, para que o casal possa manter o seu emprego.

Biografia


Filha do ator, escritor e diretor Jean-Claude Cotillard e da atriz e professora de teatro Niseema Theillaud, Marion Cotillard nasceu em Paris, na França, em setembro de 1975. Cresceu em Orléans e fez sua estreia com atriz ainda criança, em uma peça escrita pelo pai. Estudou drama no Conservatório de Artes Dramáticas de Orléans e, aos 19 anos, estreou no cinema com "L'Histoire du Garçon qui Voulait qu'on l'Embrasse" (1994).

Integrante do Greenpeace, a atriz nunca parou de trabalhar na França, tendo realizado "Até a Realidade", de Guillaume Canet, e "Ossos e ferrugem", de Jacques Audiard.
Seu primeiro papel de destaque veio quatro anos depois com "Táxi - Velocidade nas Ruas" (1998), que rendeu duas continuações estreladas pela atriz. Em 2003, ganha uma chance em Hollywood, atuando ao lado de Ewan McGregor,Albert Finney e Billy Crudup em "Peixe Grande E Suas Histórias Maravilhosas", de Tim Burton. Mas não deixou o cinema francês de lado e no ano seguinte já trabalhava com Jean-Pierre Jeunet em "Eterno Amor".

Em 2006, chama a atenção de Ridley Scott, que a convoca para ser o par romântico de Russell Crowe em "Um Bom Ano". Mas o principal trabalho viria no ano seguinte. Em "Piaf - Um Hino ao Amor", Cotillard interpreta um dos maiores nomes da música francesa, Edith Piaf. O papel lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz e a chance de personagens mais importantes nas produções norte-americanas.


Foi dirigida por nomes significativos como Michael Mann ("Inimigos Públicos"), Rob Marshall ("Nine") e Christopher Nolan ("A Origem" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge"), isso sem falar em Woody Allen ("Meia Noite em Paris"). A atriz, por sinal, teria aceitado um salário de apenas US$ 13 mil para trabalhar com Woody, o que é bem menos que os US$ 800 mil que pediu para fazer "Contágio", de Steven Soderbergh.





16 de julho de 2015

14 de julho de 2015

Caixa do Correio # 07





“A biografia definitiva para as próximas décadas.” - Leo Jansen, curador do Museu Van Gogh (Amsterdam)





Mestre da pintura do século XIX e profeta da arte moderna, Vincent Willem van Gogh (1853­1890) nasceu num vilarejo fronteiriço nos confins pantanosos do sul da Holanda, filho primogênito de um modesto pastor protestante. Solitário e impetuoso desde criança, o artista fracassou em todas as tentativas de se fixar numa profissão “respeitável”. Somente encontrou alívio parcial para seus anseios excruciantes na produção de milhares de desenhos e pinturas, ao mesmo tempo em que submergia na doença e na loucura. 

Steven Naifeh e Gregory White Smith apresentam nesta monumental reconstituição biográfica uma visão ao mesmo tempo erudita e apaixonada sobre o artista holandês. Os autores, responsáveis por uma biografia de Jackson Pollock (inédita no Brasil e inspiradora do filme Pollock, de 2000), esmiúçam o conturbado relacionamento com os pais, a amizade com o irmão Theo, a relação intensa com a religião, a errância entre diversas cidades, a vida sexual desregrada, o fracasso em vender suas obras, a amizade conturbada com Paul Gauguin, a loucura, a orelha mutilada - e sugere uma explicação surpreendente para o suposto suicídio. 


Amparados pela mais ampla documentação já reunida sobre Van Gogh, Naifeh e Smith orientam o leitor com impecável segurança através do intrincado labirinto de referências estéticas, literárias e religiosas que definiu sua curta existência. Desse modo, diversas imprecisões, bem como mitos há muito estabelecidos na fortuna crítica vangoghiana, são esclarecidos com admirável sensibilidade humana e artística.


O livro é complementado pelo site www.vangoghbiography.com (em inglês), com notas bibliográficas e vasto material iconográfico.



12 de julho de 2015

Si Dios fuera Mujer por Mario Benedetti



Pintura de Catherine Abel 


¿Y si Dios fuera mujer? 
pregunta Juan sin inmutarse, 
vaya, vaya si Dios fuera mujer 
es posible que agnósticos y ateos 
no dijéramos no con la cabeza 
y dijéramos sí con las entrañas. 

Tal vez nos acercáramos a su divina desnudez 
para besar sus pies no de bronce, 
su pubis no de piedra, 
sus pechos no de mármol, 
sus labios no de yeso. 

Si Dios fuera mujer la abrazaríamos 
para arrancarla de su lontananza 
y no habría que jurar 
hasta que la muerte nos separe 
ya que sería inmortal por antonomasia 
y en vez de transmitirnos SIDA o pánico 
nos contagiaría su inmortalidad. 

Si Dios fuera mujer no se instalaría 
lejana en el reino de los cielos, 
sino que nos aguardaría en el zaguán del infierno, 
con sus brazos no cerrados, 
su rosa no de plástico 
y su amor no de ángeles. 

Ay Dios mío, Dios mío 
si hasta siempre y desde siempre 
fueras una mujer 
qué lindo escándalo sería, 
qué venturosa, espléndida, imposible, 
prodigiosa blasfemia.



8 de julho de 2015

La Silla Vacia





Había una silla vacía,
un lugar reservado,
un espacio que en ese lapso
nunca fue ocupado,
todos lo observaban
pero ninguno se atrevió
a ocuparlo, tal parece que sabían
que ese lugar, era, especialmente reservado, 
a vos.


4 de julho de 2015

Crônicas do Cotidiano - Um Conto Vietnamita.




A história do Sr. Trag no Brasil  começa durante a guerra do Vietnã. 

Saigon, Vietnã do Sul. Milhares de vietnamitas conseguem fugir do país em pequenos barcos que se lançam ao mar, na esperança de serem resgatados por algum cargueiro de bandeira internacional.

Foi assim com boa parte dos vietnamitas que pediram asilo político aos Estados Unidos e Austrália. 

Trag também fugiu do Vietnam. Dentro de seu pequeno barquinho em alto mar, sonhava com as terras do Tio Sam. Infelizmente para ele, seu cargueiro de destino, tinha bandeira brasileira. 

Era feriado de carnaval no ano de 1975, quando ele e outros vietnamitas foram levados para um abrigo na ONU no Rio de Janeiro.  

No país do samba, futebol e carnaval, ser refugiado vietnamita, era uma péssima escolha. Por isso, quem tinha dinheiro ou parente para ajudar, não ficou! 

Trag não tinha nem uma coisa nem outra; então seguiu para São Paulo com outros exilados.

Nascer no Vietnã, sonhar com a America e morar no Brasil não estava nos planos de Trag, até ele se enamorar por uma jovem brasileira. Aquilo parecia um sonho.

Não havia barreiras para o que ele sentia, pois o amor é uma língua sem pátria.

Diferente dos demais vietnamitas, que se fecharam em pequenas comunidades, mantendo seus usos e costumes, Trag tinha motivos de sobra para desbravar terras tupiniquins.

Estudou ,trabalhou, prosperou como imigrante fazendo com que os outros vietnamitas torcessem o nariz para sua boa sorte. Sorte que vinha acompanhada de muito trabalho e dedicação.

Era um amor leve, cheio de doçura de ambas as partes. Trag foi artista em seu país natal, por isso tinha alma sensível.

Um dia resolveu convidar a moça para ir ao parque de diversões. Queria lhe fazer uma surpresa.   

No alto da roda gigante, quase ao ponto de tocarem as estrelas, ele a pediu em namoro.

Ela de imediato aceitou.

O namoro nunca foi muito bem quisto pela comunidade vietnamita, mas Trag não se importou, estava cada dia mais apaixonado.

Com dois anos de namoro, achou por bem não enrolar mais a moça e propôs casamento. 

Ela mais uma vez disse sim! Mas...( e toda história de amor, sempre têm um mas) ele precisava pedir a sua mão ao futuro sogro, que morava numa cidade do interior de São Paulo. 

Trag não pensou duas vezes. Prontificou-se a pagar passagem, estadia e levá-los ao melhor restaurante Vietnamita da Capital. Estava ansioso por causar uma boa impressão.

No dia do “sim” da família, Trag preparou um belíssimo discurso. Colocou seu melhor terno. Se perfumou e pediu que um taxista, amigo nos dias magros, fosse buscar a família da noiva num hotel do centro. Estava tudo planejado. Bem, quase tudo... Trag não planejou receber o “não” como resposta. A família não aprovava o noivado da filha com um “chinês”.

Trag ficou arrasado. Mas não iria desistir tão facilmente. Não depois de todos aqueles anos de namoro.

Escreveu dezenas de cartas, entregou flores, caixas de bombons - na esperança que o aceitassem como genro. Afinal era um homem honesto e trabalhador.

Tanta insistência, fez com que a família da suposta noiva a levasse de volta para o interior.

Trag estava apaixonado demais para esquecê-la. Descobriu o endereço da cidadezinha onde moravam e passou a visitá-la. 

No começo... Aos fins de semana.

Depois... Durante a semana.

Então, pensando que o aceitariam, largou o emprego na capital, juntou suas economias e foi morar numa pensão, próximo à casa que eles moravam.

Uma vizinha zombeteira, entregou o romance escondido dos dois. Foi preciso chamar a policia para persuadi-lo a ir embora. Mas ele voltou no dia seguinte. E a policia também. 

Trag apanhou tanto que só acordou no hospital.

Voltou para São Paulo, jurado de morte.

Passou a andar pelas ruas, envolto por seus pensamentos.

Meses e meses, só por seus pensamentos.

Alguns vietnamitas da comunidade, solidários à sua dor, tentaram falar com o pai da moça.

Mas foi tudo em vão. 

Passou a não tomar mais banho, nem se alimentar. 

Parou de falar português. Ficava irascível, agredia as pessoas a sua volta.

Num ataque de fúria foi parar no manicômio.

Um vietnamita abastado foi chamado pela comunidade para interceder pelo jovem.

O levaram para uma clinica particular. 

Agitado, não conseguia conviver com os outros internos. Começou a causar problemas. 

A direção do hospital, não o queriam mais na clinica. 

Outra intervenção da comunidade.  Uma nova internação e os mesmos problemas.

A comunidade vietnamita se reuniu. Tentaram a casa de um vietnamita que era muito apegado a Trag. Eles praticamente cresceram juntos na distante Saigon.

Mais problemas. Agora com vizinhos.

Consultaram uma terceira clinica. Mas pelo histórico do paciente... Só o aceitariam se ficasse dopado.

Telefonaram para o Cônsul em Brasília. Não sabiam mais o que fazer. 

A resposta foi cirúrgica.  Repatriá-lo. 

Mas primeiro era preciso encontrar algum parente que estivesse vivo e que estivesse disposto em  aceita-lo nestas condições. Será que ainda se lembrariam dele ? 

 Longa espera em busca de familiares. Até encontrá-los.

Enquanto isso Trag esperava.

O primeiro irmão respondeu que não tinha como recebê-lo. Era pobre e com filhos para criar... Nem se lembrava mais do irmão mais velho, depois de 30 anos de ausência. Mas ficou de conversar com os demais familiares.

As negativas não tardaram a chegar. Todos muito pobres.

E se a comunidade no Brasil o ajudasse? Sim, com envio de dinheiro. Pelo menos por algum tempo.

Um dos irmãos aceitou. A ajuda seria bem vinda. 

Agora só faltava embarcá-lo.  E é exatamente neste ponto que eu entro na história.

Eu me lembro que de vez em quando, ele aparecia na empresa onde eu trabalhava ( Na fabrica do vietnamita abastado)para almoçar ou quando tinham que trocá-lo de clinica. Recordo-me que o chamavam por Trag, e que ele só dizia uma única palavra em português " titio ". 

O vietnamita dono da empresa veio falar comigo. O melhor amigo do Sr Trag também. Eles queriam que eu fosse ao Vietnam prospectar fornecedores e já que eu estava indo para lá... Acho que me fiz entender.

Dois dias de muitas recomendações e toda uma história de vida, engolido em seco. Confesso que fiquei sem dormir aquela noite.

Alguns funcionários me desejaram boa sorte. (Não preciso dizer o motivo).

Deram-me dois bilhetes, o Sr Trag, algumas caixas de remédios tarja preta e um pacote de cigarros.

Joguei os remédios fora. Fiquei com os cigarros.

Nosso itinerário era São Paulo-Paris/ Paris - Ho Chi Minh - Vietnam 

Em Paris, logo na alfândega tivemos problemas; O que um brasileiro e um vietnamita monossilábico fazem na cidade luz ? Turismo é que não ... Deu trabalho resumir uma história de 30 anos em 2 minutos.

Ficamos 8 horas até conexão para o Vietnam. Preferi não sair do saguão de embarque, por medo que algo pudesse ocorrer. 

O que fizemos durante este longo período  ? Tomávamos  Coca - Cola, ele fumava e assistíamos o vai e vem das aeronaves.

Uma lata de Coca - Cola a cada meia hora. Devemos ter ido ao banheiro umas 20 vezes no mínimo. 

Aqui fica uma observação - uma funcionária que há muitos anos trabalhava na empresa, e conhecia o Trag da época que ele ainda era lúcido, me disse que ele gostava muito de Coca-Cola e que isso o acalmaria. Santo conselho!

Em Ho Chi Minh ( Saigon ) tivemos o mesmo problema . O que um vietnamita com um atestado emitido pelo Consulado no Brasil faz de volta a sua terra natal, depois de tantos anos ? E com um brasileiro a tira colo. 

O mais interessante desta história é que ele passou a se comunicar em vietnamita, como se a vida voltasse ao seu estado natural. Como por mágica.

Passamos à noite em um hotel em Ho Chi Minh. Quase não dormi, devido ao calor e o barulho das motonetas passando em frente ao hotel. Ele também permaneceu acordado, mas talvez tivesse os seus próprios motivos. Na manha seguinte pegamos uma vã até Vung Tau.

A vietnamita que nos ajudou no trajeto da viagem, era irmã mais velha do dono da empresa em que eu trabalhava. Ela lutou na guerra do Vietnã.

Chegamos ao vilarejo em Vung Tau. Litoral Vietnamita. Agora era aguardar a chegada da família.

Não saberia descrever a emoção que senti no reencontro. Culpa de minha latinidade, pensou eu.

Antes de ir embora, ele disse “Tiotio” e me abraçou.( Era a forma que tinha para me agradecer).


Nunca mais soube do Sr. Trag ou retornei ao Vietnam. Mas tenho saudade da Coca-Cola e do vai e vem das aeronaves no aeroporto.

 Fim

3 de julho de 2015

1 de julho de 2015

Um passeio pela cidade do escritor e poeta Mário Benedetti.



"Al sur, al sur, está quieta/ esperando /Montevideo".



Pero está la otra ciudad (…) la de los viejos que toman el ómnibus hasta la Aduana y regresan luego sin bajarse, reduciendo su módica farra a la sola mirada reconfortante con que recorren la Ciudad Vieja de sus nostalgias” (La tregua).



 "Estuve un buen rato contemplando el alma agresivamente sólida del Cabildo, el rostro hipócritamente lavado de la Catedral, el desalentado cabeceo de los árboles. Creo que en ese momento se me afirmó definitivamente una convicción: soy de este sitio, de esta ciudad". (La tregua).




"Me sentí como desnudo, con esa desesperada desnudez de los sueños, cuando uno se pasea en calzoncillos por Sarandí y la gente lo festeja de vereda a vereda". (La tregua)




“Uno tiene la impresión de que aquí todos nos conocemos. Caminar por 18 de Julio es como moverse por el patio de la casa familiar" (Andamios)



"y por favor no olvides que te espero/con este corazón recién comprado/ en la feria ( Tristán Narvaja) mejor de los domingos" (Poema Irse)



Los domingos (…) iban al parqué Rodó, a caminar por el borde del lago, a soportar sin comentarios, el escándalo de los chicos en la calesita" (Del cuento No ha claudicado)



nacen junto a la rambla/(…) y en la rambla se mueren/y van al paraíso/y claro/el paraíso/ es también una rambla” (Poema Los pitucos).




Essa é a Montevidéu encontrada nos livros de Mario Benedetti - E minha também !