31 de agosto de 2015

Triste o buena, de Mario Benedetti



Amar sin nadie/ vaya cosa triste 

sin nada que abrazar 

ni Eva que nos abrace 

buscar en la memoria de la piel 
la boca la cintura la lujuria ganada 
las suaves nalgas tibias 
y sólo hallar respuestas de fantasmas 

los desaparecidos no aparecen 
las voces de los árboles se apagan 

quedan escombros de caricias 
y con pudor nos preguntamos 
¿por qué decimos tantas veces corazón? 
¿será el único amigo que nos queda? 
¿o será el refugio de los que queremos? 

amar con alguien/ vaya cosa buena



29 de agosto de 2015

Caixa do Correio # 09



1. Um Coração Ardente - Lygia Fagundes Telles I 2. O Deserto dos Tártaros - Dino Buzzati I 3. Subdesarrollo y Letras de Osadia - Mario Benedetti.
                             
                                      ETIQUETA: DINO BUZZATI
Dino Buzzati nasceu em 1906 em San Pellegrino, nas proximidades de Belluno. Jornalista, escritor e artista plástico, começou a trabalhar no jornal Corriere della Sera em 1928, onde permaneceria por mais de quarenta anos, chegando a ser redator-chefe. Faleceu em 1972, em Milão.

Estreou na literatura em 1933 com Bàrnabo delle montagne [Bàrnabo das montanhas], ao qual se seguiram numerosos romances e volumes de contos, entre os quais se destacam, entre os publicados no Brasil, O deserto dos tártaros (1940) – sua obra-prima –, As montanhas são proibidas (1949) e Um amor (1963). Também escreveu e ilustrou livros infantis, como A famosa invasão dos ursos na Sicília(1945), e se aventurou em ensaio, poesia e teatro. 

Se comparado aos famosos cineastas de sua época na Itália, a versatilidade de Buzzati o permitiria filmar tanto com Pasolini quanto com Antonioni, mas é Fellini que mais lembra o seu estilo. Com este último, o autor chegou mesmo a colaborar. Fã de Buzzati desde os dezoito anos, Fellini o chamou em 1965 para escrever consigo no roteiro do não-realizado Il viaggio di G. Mastorna. O manuscrito foi, posteriormente, cedido ao quadrinista Milo Manara, que o transformou numa HQ.

Partilho porque recomendo o livro - O Deserto dos Tártaros :


" Embora escrito quase setenta anos atrás, o livro parece endereçar-se diretamente ao século XXI e nos atinge profundamente. Ou não é exatamente isso que diz o publicidade, a televisão, enfim, o pensamento médio reinante: seja disciplinado e trabalhador. Não mude sua vida. Trabalhe infatigavelmente que um dia algo maravilhoso vai acontecer. Algo glorioso, que via justificar sua existência, não uma batalha, claro, mas talvez uma linda mulher inatingível, uma esperada promoção, uma casa cercada de árvores, ou muito dinheiro. Só que isso sempre virá mais adiante. Cada vez mais adiante. Até que um dia nos damos conta que fizemos a aposta errada. "  Ugo Giorgetti



28 de agosto de 2015

Outros escritos de Clarice Lispector



"A inspiração, para qualquer forma de arte, tem um toque mágico por que a criação é absolutamente inexplicável. Não creio que a inspiração venha do sobrenatural. Suponho que emerge do mais profundo “eu” de cada pessoa, das profundezas do inconsciente individual, coletivo cósmico. O que não deixa de certa forma ser um pouco sobrenatural."
                                    
                                                              - Clarice Lispector (Outros escritos)


25 de agosto de 2015

Sueños ajenos ...por Mário Benedetti


Herói de criança, pai gari vira tema de festa de aniversário.

"Un sociólogo norteamericano dijo hace más de treinta años que la propaganda era una formidable vendedora de sueños, pero resulta que yo no quiero que me vendan sueños ajenos, si no sencillamente que se cumplan los míos."  
                                                                                                                        
                                                                                                                  — Frase Mario Benedetti.



16 de agosto de 2015

Adagio en mi país por Alfredo Zitarrosa



En mi país, qué tristeza,
la pobreza y el rencor.
Dice mi padre que ya llegará
desde el fondo del tiempo otro tiempo
y me dice que el sol brillará
sobre un pueblo que él sueña
labrando su verde solar.
En mi país, qué tristeza,
la pobreza y el rencor.

Tú no pediste la guerra,
madre tierra, yo lo sé.
Dice mi padre que un solo traidor
puede con mil valientes;
él siente que el pueblo en su inmenso dolor
hoy se niega a beber en la fuente
clara del honor.
Tú no pediste la guerra,
madre tierra, yo lo sé.

En mi país somos duros,
el futuro lo dirá.
Canta mi pueblo una canción de paz.
Detrás de cada puerta
está alerta mi pueblo,
y ya nadie podrá
silenciar su canción
y mañana también cantará.
En mi país somos duros,
el futuro lo dirá.

En mi país, qué tibieza
cuando empieza a amanecer.
Dice mi pueblo que puede leer
en su mano de obrero el destino
y que no hay adivino ni rey
que le pueda marcar el camino
que va a recorrer.
En mi país, qué tibieza
cuando empieza a amanecer.



" Para vos ( y para mi, soy de 1977) que no ha pasado ese trago amargo que muchos de los hermanos paises sudamericanos han vivido, la represion, la violencia, las despariciones y la "dictadura " , y no tenemos un solo traidor, tenemos miles, que nos venden, humillan, encarcelan, golpean, desaparecen y torturan."


15 de agosto de 2015

A borra de Café por Mario Benedetti



"Rita teve então um gesto que pôs o ponto final, agora sim, na minha infância: me beijou. Foi na bochecha, ao lado da comissura dos lábios, e ela prolongou um pouquinho aquele contato. Tenho a impressão de que aquilo foi o meu primeiro esboço de felicidade. (...) Então eu também a beijei na bocheca, perto dos lábios, e ela sorriu, boníssima. Acho que gostou. Senti uma agitação nova, uma euforia quase heróica. Não era ainda, por razões óbvias, uma excitação sexual, mas digamos que fosse uma emoção pré-erótica."

(Livro A borra de Café  de Mário Benedetti)



Caixa do Correio # 08




1. Onde Andará Dulce Veiga ? - Caio Fernando Abreu. I 2. O Livro dos Abraços  - Eduardo Galeano.


           ETIQUETA: CAIO FERNANDO ABREU
A literatura de Caio Fernando Abreu começa a ser produzida em 1966, e não se interrompe até sua morte, trinta anos depois. Delimitar o momento de criação de sua obra é fundamental para compreendê-la, pois é desse tempo que o escritor extrai os temas e a atmosfera necessários para criá-la.
As décadas de 1960 e 1970 são marcadas pelos movimentos contraculturais: de um lado, floresce a ideologia "paz e amor"; o movimento negro, a rebeldia estudantil, a revolução sexual, o feminismo e o movimento gay. De outro, predomina o cenário cinzento das ditaduras latino-americanas, o imperialismo norte-americano e a guerra do Vietnã. Nutrindo-se desse momento particularmente rico da história do Brasil e do mundo, a obra de Caio Fernando Abreu elege a contemporaneidade como tema, e nela vai buscar seus personagens sombrios, angustiados, obcecados pela morte e pela busca desesperada de amor e sexo. O fim das utopias libertárias, no entanto, chega, para o escritor, com o advento da AIDS, que será tematizada em cada um de seus livros, a partir de 1983.
As marcas e a influência de autores como Clarice Lispector (1925-1977), Hilda Hilst, Gabriel García Márquez (1928-2014) e Julio Cortázar (1914-1984) - dos quais é leitor contumaz - podem ser facilmente detectadas em seus livros, em diferentes momentos. A música, o teatro e o cinema também atuam como fontes de inspiração tão relevantes quanto a própria literatura.
Gosta de escrever com fundo musical e tenta incorporar, ao texto, o ritmo da música, procedimento que chama de "coreografia verbal". Sua intenção é a de projetar os sons até mesmo na experiência da leitura e, para obter esse efeito, alguns de seus contos são acompanhados de um curioso "modo de usar": para ser lido ao som de... Chega a admitir que as canções de Rita Lee e de Cazuza exercem maior influência sobre ele do que toda a obra de Graciliano Ramos (1892-1953). Da mesma forma, não teme incorporar à sua escrita o chulo ou o não-literário. Todas estas inspirações, e mais as frases assimiladas no cotidiano - as "frases-ímãs - são anotadas em pequenos cadernos: eu vou magnetizando coisas no inconsciente, coisas do dia-a-dia, coisas que magicamente as pessoas vão te dizendo".
Outro procedimento importante utilizado em sua técnica de escrita é o que denomina "teoria dos metâmeros", retirada da biologia, e que foi desenvolvido por ele a partir de 1970. Metâmeros são anéis de alguns tipos de verme, e por meio deles o animal se multiplica, gerando outro, já que cada parte contém informações genéticas do verme inteiro. Segundo Jeanne Callegari, biógrafa do escritor, em literatura um metâmero pode ser qualquer esboço ou anotação fragmentada que contenha informações sobre personagens, estilo, ou trama. Assim que o desejar, o escritor pode recuperar esses textos e utilizar-se deles, ampliando-os, transformando-os em contos, romances, ou peças teatrais.
Limite Branco, um romance de formação escrito aos 18 anos, permanece engavetado por cinco anos, quando então vai ser recuperado e reescrito por Abreu segundo a teoria dos metâmeros. Embora obra de um adolescente, já anuncia os temas sombrios que compõem sua literatura. O livro tem como cenário os anos 1960, mas o autor prefere classificá-lo como um romance intimista e atemporal.
Inventário do Irremediável, seu livro de estréia (reescrito posteriormente, pouco antes de sua morte) traz em seus contos uma forte influência da literatura de Clarice Lispector. A preocupação de se desvincular da influência exercida pela escritora nas suas produções é comentada em uma de suas entrevistas: "só lia os livros dela escondido de mim mesmo".
Entre os contos que compõem esse livro, O Ovo é o que exemplifica de modo mais visível essa influência. Escrito sob o impacto da ditadura militar no Brasil, O Ovo funciona como metáfora de tudo aquilo que aprisiona. O livro se divide em quatro grandes partes (ou inventários), a saber: a morte, a solidão, o amor e o espanto. Cada uma delas obedece a uma lógica interna, minuciosamente elaborada em cada conto. A busca dessa coerência e de uma unidade temática estão presentes em todos os livros do autor.
Pedras de Calcutá, cujo título é retirado de um poema de Mario Quintana (1906-1994), marca o amadurecimento de Abreu como escritor e o pleno domínio da palavra escrita. Tornam-se mais visíveis o rigor formal, a busca da palavra exata, o burilamento sem afetação que identificam sua obra. A temática predominante é ainda a descrença e o desamparo.
O livro que se segue, Morangos Mofados, lançado em 1982, transforma-se rapidamente no seu maior sucesso de público e de crítica: oito tiragens são impressas uma após a outra. Nele, Caio Fernando Abreu sedimenta sua presença na literatura brasileira como legítimo representante de sua geração. Segundo Heloisa Buarque de Holanda, pode-se ler "no conto título do livro, uma última e inútil tentativa de socorrer John Lennon, um certo adeus às fantasias apocalípticas, sobretudo, a clareza quanto à urgência de um novo projeto (sonho) que inclua um acerto de contas com o real".
E esse acerto vem, e é brutal. A AIDS já ronda a vida e a literatura de Caio Abreu. Seu próximo trabalho, Triângulo das Águas, obedece a uma concepção esotérica, astrológica: reúne três novelas, cada uma delas dedicada a um dos signos do elemento água. Uma delas, Pela Noite, é considerada o primeiro texto da literatura brasileira sobre o tema da AIDS. O livro não tem a mesma concisão de Morangos Mofados. Há um excesso de palavras, um jorro de linguagem proposital, segundo o autor, para provocar um efeito de imitação da água.
Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, ao contrário, é considerado o melhor trabalho do escritor, e o mais maduro. Como o autor, seus personagens envelhecem: estão agora na faixa etária dos 40 anos. Predomina a temática amorosa, suas angústias e solidões. O tema da AIDS, ainda de forma implícita, também está presente no conto que abre o livro:Linda, uma História Horrível, no qual a doença é insinuada por metáforas, por sintomas: "Deus, pensou, antes de estender a outra mão para tocar no pêlo da cadela quase cega, cheia de manchas rosadas. Iguais à do tapete gasto da escada, iguais às da pele do seu peito, embaixo dos pêlos. Crespos, escuros, macios".
Com Onde Andará Dulce Veiga? Caio Fernando Abreu volta ao romance. A inspiração para o livro e a personagem pode ser encontrada na obra de Marques Rebelo, A Estrela Sobe, sucesso nos anos 1930, e filmada por Bruno Barreto em 1974. Apenas na aparência Dulce Veiga é um romance policialesco. O jornalista que protagoniza a trama e procura por uma cantora desaparecida está, na verdade, em busca de si mesmo, do seu passado, mas também da aceitação do seu presente, assombrado pela AIDS que, desta vez, é anunciada sem reticências. O livro descreve um Brasil urbano, violento e poético.
Desde os anos 1980 e 1990, Caio revisa e reescreve seus livros, obsessivamente. Em Ovelhas Negras, volta então aos seus primeiros escritos da adolescência e junta as duas pontas de sua vida e de sua obra. Ali reúne desde o seu primeiro trabalho ficcional, A Maldição dos Saint-Marie, até contos mais recentes, assim como fragmentos de origem e tempos diversos. Trata-se, para ele, de uma espécie de autobiografia ficcional, um livro pré-póstumo, como diz.
A obra teatral de Caio Fernando Abreu, variada e expressiva, remete aos mesmos temas tratados em sua literatura, e estabelece, por vezes, interessante diálogo com ela, como na peça A Maldição do Vale Negro, que retoma, mais uma vez, A Maldição dos Saint-Marie. Toda sua dramaturgia está reunida em Teatro Completo.
O volume Cartas, publicado em 2002, traz grande parte da enorme correspondência de Abreu, que nada fica a dever, em qualidade, à de sua obra ficcional.






11 de agosto de 2015

Eu sem poesia por Charles Bukowski



Jogue o Dado
Se você vai tentar, vá com tudo
Senão, nem comece.
Se você vai tentar, vá com tudo
Isso pode significar perder namoradas,
esposas, parentes, empregos
e talvez a cabeça.
Vá com tudo.
Isso pode significar ficar sem comer por 3 ou 4 dias
Pode significar passar frio num banco de praça
Pode significar cadeia, menosprezo, insultos, isolamento.
Isolamento é o presente
todos os outros são um teste da sua resistência
de quanto você realmente quer fazer isso.
E você vai fazer
Apesar da rejeição e dos piores infortúnios
E isso será melhor do que qualquer coisa
que você possa imaginar.
Se você vai tentar, vá com tudo.
Não há outro sentimento como esse.
Você ficará sozinho com os deuses
e as noites irão flamejar como fogo.
Faça, Faça, Faça
Vá com tudo, por todos os caminhos
Você cavalgará a vida direto até a gargalhada perfeita
essa é a única boa luta que existe.

8 de agosto de 2015

Porque hoje é sábado, minha receita de Carne moída de soja


INGREDIENTES


  • 1 xícara de proteína de soja desidratada
  • 1 cebola picada
  • 2 tomates picados
  • 2 colheres de Mostarda ( Amo mostarda, então coloco 6 colheres. rs)
  • Azeitonas  picadas a gosto ( Eu gosto das pretas, apesar de serem mais caras)
  • 1 Pimenta dedo de moça bem picada. ( Se minha pimenteira, falasse . )
  • 2 dentes de alho amassados
  • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 1/2 tablete de caldo de carne ou bacon
  • 2 colher de chá de molho de soja ( se quiser ! eu testei sem, e tb fica bom ! )
  • 1 pitada de sal (cuidado para não salgar, pois o caldo de carne já tem sal)
  • Salsa e cebolinha picados a gosto


MODO DE PREPARO

  1. Coloque a xícaras da proteína de soja de molho em água morna por 30 minutos
  2. Enquanto isso junte a cebola, o tomate, o alho, o azeite e refogue até a cebola ficar transparente
  3. Dissolva o 1/2 tablete de caldo de carne num pouco de água quente e junte ao refogado
  4. Baixe o fogo
  5. Lave e escorra a soja numa peneira, espremendo bem até retirar toda água
  6. Junte ao refogado na panela e mexa
  7. Junte a pimenta, azeitonas, a mostarda, o molho de soja e a salsa e cebolinha. ( deixe pimenta e salsa para se colocada, após finalizar o prato...vai por mim)
  8. Deixe cozinhar por uns 2 minutos e desligue
  9. Serve como recheio de tortas salgadas, panquecas ...etc


7 de agosto de 2015

Crônicas do Cotidiano - Sonham as pulgas em comprar um cão.



Dorotheia sempre foi uma pulga de circo.

Ela se apresentava em um número circense chamado " Dorotheia e as Pulguinhas Acrobatas."

Cidadã do mundo, tinha se apresentando em quase todas as principais cidades 
  Nova York, Montreal, Berlin, Rio de Janeiro, Madri, Sidney e Joanesburgo. Chegou até mesmo a fazer um espetáculo performático para um programa de TV, em Budapeste. Foi lá que conheceu o espanhol,  DON PEPE, seu domador e maior fã.

Dorotheia e as pulguinhas acrobatas se revezavam em números de saltos mortais, acrobacias, lançamento de canhão, trampolim, e o mais impressionante dos números 
 o arco de fogo. 

E cabia à Dorotheia esse número. E obviamente,  ela sabia de sua importância para o espetáculo e para o Circo.

Seu domador, DON PEPE, fazia o público se aproximar, e com uma lente de aumento, deixava Dorotheia quase do tamanho de um camundongo. 

Ah, como era esperta aquela pulguinha, e talentosa ! era tão ovacionada quanto os palhaços Bombom e Paçoca.

Quando não estava no picadeiro ou na caixinha de música, Dorotheia gostava de ficar no casaco de DON PEPE, perto da lapela.

Ele não se importava, é claro. Por certo também gostava da presença de sua maior estrela.

Mas um dia, DON PEPE começou a se queixar de uma dorzinha que  sentia no peito, até que um dia, desmaiou no meio do espetáculo. Levado às pressas para um hospital da região, não resistiu 
 Dorotheia perdia seu melhor amigo.

Um antigo trapezista foi chamado substituir DON PEPE,  no espetáculo das pulguinhas. 

E assim , o circo partiu para uma nova cidade, mas, a vida de Dorotheia nunca mais foi a mesma. Hoje, o picadeiro não passa de um aplauso da ilusão.

Dorotheia se entristecera,  tinha perdido a vontade de brilhar.


Agora,  ela e as pulguinhas amestradas, sonham em comprar um cão.


Alécio Faria


                                                                                                     



                                                                                                             




2 de agosto de 2015

Tiene algo que me atrae...



“tiene algo que me atrae. Eso es evidente, pero ¿qué es?» Bueno, ¿y qué era? Todavía no lo sé. Me atraían sus ojos, su voz, su cintura, su boca, sus manos, su risa, su cansancio, su timidez, su llanto, su franqueza, su pena, su confianza, su ternura, su sueño, su paso, sus suspiros.''
                                                                                                  — La tregua - Mario Benedetti