Pular para o conteúdo principal

Postagens

Crônicas do Cotidiano - Eu, meu amigo Tony e a faixa de pedestres.

Estávamos no ápice do verão europeu. O suor corria pelo rosto, ensopando a camiseta. Dentro do terminal de Victoria, tomei o ônibus que saia de Londres até Varsóvia. Viajem de aproximadamente sete horas. Era minha primeira vez na Polônia. Por isso, não sabia o que esperar.  Ao meu lado na poltrona, ia um polaco de quase dois metros de altura.
Ele se apresentou como Tony, num inglês carregadíssimo. Estava voltando para casa dos pais, após dois anos insignificantes na Inglaterra. Perguntei no que trabalhava. “Encanador”, disse ele. “Assim como uma centena de outros encanadores poloneses”, enfatizou. Lembrei-me de alguns amigos Albaneses que saiam no braço para ter uma vaga de emprego. Aposto que os poloneses não agiam muito diferente.
 Passado um terço da viagem, o ônibus fez sua primeira parada. Era quase meio dia, e eu estava morrendo de fome. Aprendi com viagens mais longas, a sempre levar comigo alguma fruta, sanduíche e suco, caso sentisse fome. Quando fui dar a primeira mordida no…

Me voy, volando por ahí...

"Soy de la cuidad con todo lo que ves 
Con su ruido, con su gente, consume vejez  Y no puedo evitar, el humo que entra hoy  Pero igual sigo creciendo, soy otro carbón
No voy a imaginar, la pena en los demás Compro aire y si es puro, pago mucho más... "


Caixa do Correio # 26

Os Lança-Chamas –  Rachel Kushner  I 2. O Som e a Fúria – William Faulkner
                 ETIQUETA: WILLIAM FAULKNER
Escritor norte-americano. Nascido em New Albany, William Cuthberth Faulkner renova a prosa norte-americana com sofisticadas experiências técnicas em seus textos. A maioria de seus romances tem como cenário o imaginário Condado de Yoknapatawpha, no sul dos EUA.
Sua obra reflete o desmoronamento do universo familiar e social de brancos e negros causado pela Guerra Civil Americana (1861-1865). Para ele, a fonte do mal é a escravidão, que teria afastado o homem da natureza. Vive até os 13 anos no Mississippi. Durante a I Guerra Mundial, por espírito de aventura, inscreve-se na aviação canadense e é enviado a Toronto.
Não sai do Canadá, mas jamais desmente a lenda de que teria participado de ações militares na Europa. Entra para a universidade em 1919, mas é reprovado em inglês e abandona o curso no ano seguinte. Trabalha como piloto, pintor de paredes e carteiro e, em 1924, p…

Mário de Sá-Carneiro

"Eu não sou eu
 Nem sou o outro
 Sou qualquer coisa
 De intermédio, pilar da ponte
 De tédio, que vai de mim para o outro."

Na parede da escola que fica ao lado de alguma faculdade.

Mario Benedetti y Luz López Alegre

[...] cuando la conocí / tenía apenas doce años y negras trenzas / y un perro atorrante / que a todos nos servía de felpudo / yo tenía catorce y ni siquiera perro / calculé mentalmente futuro y arrecifes / y supe que me estaba destinada / mejor dicho que yo era el destinado / todavía no se cuál es la diferencia [...].


O Som e a Fúria - William Faulkner | Pensar ao Ler ( booktuber Laura )

"I remember the first time I read Faulkner- I was shocked . I did not know what to do next . I was fascinated by his book, because suddenly realized that the book can contain an amount of meanings , which I could not think ahead " -Alécio Faria

Brasil: ainda há esperança

O drama de uma menina de apenas 8 anos, vítima das enchentes em Pernambuco emocionou os brasileiros esta semana.  E não foi pelo o que ela perdeu, mas pelo o que conseguiu salvar.

A menina Rivânia foi resgatada de uma casa simples onde mora com os avós, em São José da Coroa Grande. Walter registrava os flagrantes da cidade inundada pelas águas quando viu a Rivânia na jangada, na chuva. As fotos da menina caíram na internet, foram compartilhadas e emocionaram os brasileiros. A criança aparece sozinha e molhada, ajoelhada na jangada, abraçando a mochila. Ela tremia de frio e rezava de olhos fechados. Rivânia escolheu salvar os livros que colocou dentro da mochila. Os livros e também o caderno, onde anota as lições com a letra caprichada. A família de poucos recursos está vestindo e comendo o que recebe de doações, mas Rivânia não se deixa abater e sonha com o futuro.