30 de julho de 2016

Porque hoje é sábado, minha dica de filme: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa




‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’ (1977)

Lançado em 1977, o filme gira em torno de Alvy Singer, interpretado por Woody Allen, que também dirigiu e escreveu o roteiro ao lado de Marshall Brickman (que trabalhou com o diretor em Manhattan). Singer é um humorista judeu divorciado que se apaixona por Annie Hall (Diane Keaton), uma aspirante a cantora. 

A produção levou quatro estatuetas do Oscar em 1978, de melhor fotografia; atriz, para Diane; roteiro original e diretor; para Allen. 

Sexo, igual mas diferente.

Em determinado momento do filme, os terapeutas fazem a mesmíssima pergunta aos dois : com que frequência têm sexo ?

- " Quase nunca, por volta de três vezes por semana" , responde ele.

- " Constantemente, diria que três vezes por semana", diz ela.



24 de julho de 2016

Decir que No por Mario Benedetti



Ya lo sabemos
es difícil
decir que no
decir no quiero

ver que el dinero forma un cerco
alrededor de tu esperanza
sentir que otros
los peores
entran a saco por tu sueño

ya lo sabemos
es difícil
decir que no
decir no quiero

no obstante
cómo desalienta
verte bajar tu esperanza
saberte lejos de ti mismo

oírte
primero despacito
decir que sí
decir sí quiero
comunicarlo luego al mundo
con un orgullo enajenado

y ver que un día
pobre diablo
ya para siempre pordiosero
poquito a poco
abres la mano

y nunca más
puedes cerrarla.

Fin




22 de julho de 2016

Divulgação " Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas" - Canal da BookTuber I Tatiana Feltrin






Sinopse :

Montevidéu, outono de 1977.

O uruguaio Miguel Martínez vê realizado, ainda que tardiamente, seu sonho de menino - o de conhecer o Rio de Janeiro. Porém, não poderia imaginar o quão sem graça seria viver na cidade maravilhosa, até conhecer Ana Clara Pernambuco - repórter do Diário de Noticias e responsável pela ONG Babilônia Azul, numa das maiores favelas cariocas.

Morando num país periférico, belo e exótico, contudo esquecido e marginalizado pela ditadura militar dos anos 70, Ana Clara o envolverá numa arriscada investigação sobre a indústria de bebidas.

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Boa leitura !

16 de julho de 2016

Crônicas do Cotidiano - Passeio no Zoo


Durante a semana, não se falou de outra coisa naquela casa, a não ser pelo passeio até o zoológico. O calendário, colado propositalmente na porta da geladeira, acudia o filho de 6 anos, que volta e meia perguntava ao pai se faltava muito para o fim de semana chegar.

Na escola, a professora do primeiro ano, dizia ao garoto que o pescoço da girafa ficava em meio às nuvens, e que lá de cima, ela conseguia ver os pássaros e a Deus, bem de pertinho, chegando até mesmo a trocar um dedo de conversa com o -  todo poderoso. “Girafa não fala”, pensou o garoto. Mas de ver os pássaros bem de pertinho, ah, nisso sim, ele acreditava.

Quando o garoto já consumia suas últimas esperanças de visitar o zoológico, o tão aguardado dia chegou, e com ele, muita chuva e trovoadas. Para ele pouco importava, havia muito sonhava em conhecer o gorila Tião, a zebra Léo e a girafa Berenice: mas, o passeio aquela manhã de domingo, tinha sido um verdadeiro desastre. Nem mesmo os animais se arriscavam em permanecer debaixo daquele aguaceiro, certos que seriam acometidos por uma gripe.

Era quase horário de almoço, quando o pai, exausto, deu o[não] passeio, por encerrado. Voltariam outro dia, quem sabe no próximo fim de semana  - desde que fosse com sol. Contrariado, o garoto deu uma última olhada para a jaula do gorila Tião, como se buscasse uma resposta ou um alento, antes de cruzar os bracinhos, e sair todo enfezado, atrás dos passos do pai.

No caminho, certo de que o garoto pediria para usar o banheiro, logo que entrasse no carro, o pai parou numa lanchonete, na saída do zoológico.

Para incentivar o filho a fazer xixi, assim como seu pai o ensinara, ele se posicionou em um dos mictórios, esperando que o filho repetisse o mesmo gesto.

O garoto, na tentativa de abrir o zíper da calça, notou que dentro do mictório, havia algumas bolinhas brancas e um punhado de gelo. Quando se preparava para pegar uma das bolinhas, uma tapa inesperada foi dada em sua mãozinha.

- Não mexa aí, que é sujo, garoto! Disse o pai com tom reprobatório.

O garoto que até então só queria saber o que eram aquelas bolinhas brancas, respondeu:
- Pai, você não têm que bater em mim, e sim, me ensinar.

Naquele dia, não se viu, o macaco Tião, a zebra Léo ou a girafa Berenice. No entanto, os bichos nunca ensinaram tanto para um pai.  


Fim

14 de julho de 2016

13 de julho de 2016

Irse por Mario Benedetti ( Poema )


cada vez que te vayas de vos misma
no olvides que te espero
en tres o cuatro puntos cardinales

siempre habrá un sitio dondequiera
con un montón de bienvenidas
todas te reconocen desde lejos
y aprontan una fiesta tan discreta
sin cantos sin fulgor sin tamboriles
que sólo vos sabrás que es para vos

cada vez que te vayas de vos misma
procurá que tu vida no se rompa
y tu otro vos no sufra el abandono
y por favor no olvides que te espero
con este corazón recién comprado
en la feria mejor de los domingos

cada vez que te vayas de vos misma
no destruyas la vía de regreso
volver es una forma de encontrarse
y así verás que allí también te espero.

Fin


12 de julho de 2016

Merda de Artista. Sem trocadilhos...



Em 1961, Piero Manzoni defecou em 90 pequenas latas. Depois, selou-as como mandam as regras da indústria alimentar, numerou-as e assinou-as como obra de arte e vende-as por peso, pelo valor da grama do ouro. As latas, além de numeradas e assinadas, levam três inscrições, para maior compreensão do cliente: “Meda D´Artista”; “ Merde D´Artiste” e “ Artists Shit “. A autenticidade do produto é garantida no rótulo em italiano: “Merda d`artista, numerata, firmata, e conservata al naturale “.

Nos anos seguintes, ele as distribuiu em várias coleções de arte por todo o mundo, angariando inúmeros prêmios. Hoje as latas de merda do Manzoni são um ícone da (merda) arte conceitual, da qual ele é considerado um precursor.  Muitas latas explodiram, resultado de corrosão e de gases em expansão. 

Piero Manzoni morreu de infarto do miocárdio em seu ateliê em Milão, em 1963. Mas, suas latinhas continuam por ai, por vezes, explodindo na cara de algum nobre colecionador ou sendo vendidas em alguma renomada casa de leilão.

...

8 de julho de 2016

Meu livro no Canal da Booktuber Tatiana Feltrin



Estou dando início à divulgação do meu livro " Manhã de Sol Florida, Cheia de Coisas Maravilhosas " pelo Canal da Booktuber Tatiana Feltrin. O livro no momento está como " Leitura Atual "  e  divulgação da capa e sinopse nas redes sociais. ( Links abaixo).

O vídeo  com " review " ficou para o dia 22.