16 de março de 2017

Crônicas do Cotidiano - Talvez, Mario Benedetti tenha razão.




Não sei o que está acontecendo, mas estes últimos dias, minha bicicleta anda tão sentimental quanto à tangueira de Aníbal Troilo. Outro dia, eu flagrei-a entrelaçada a outra bicicleta, lá na farmácia. Que vergonha! Não sabia onde enfiar a minha cara. Estava toda faceira, piscava o farol e tudo. Essa já não era a primeira vez. Longe disso! Meu tio disse que ela está precisando de um perto de parafusos. Mas será que é somente isso?

 Resolvi seguir seu conselho. Domingo tirei o dia para uma faxina geral lavei, escovei, limpei aros e apertei parafusos. Tudo corria às mil maravilhas, até pararmos no posto de gasolina (precisar calibrar os pneus), e ela se jogar para cima de uma Monark Ceci. É... Não tem jeito!


Talvez, Mario Benedetti tenha razão: “Todos precisamos alguma vez de um cúmplice, alguém que nos ajude a usar o coração”.


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